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Cyrela tem pouco espaço para crescimento de margem bruta sobre patamar atual, diz diretor financeiro

14 ago 2026 - 12h53

A Cyrela deve ter pouco ‌espaço para crescimento da margem bruta e permanecerá por algum tempo no patamar atual de 34,4%, disse nesta sexta-feira o diretor financeiro da construtora, Miguel Mickelberg.

Em apresentação dos resultados do segundo trimestre, Mickelberg ⁠destacou que a margem pode ter pressão da ‌volatilidade causada pela inflação ou pelo impacto dos volumes de lançamentos nas vendas de estoque.

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"O ‌patamar onde a gente chegou ‌agora conversa bastante com as nossas últimas ⁠safras de lançamento. Por outro lado, tirando a questão da volatilidade, a gente pode sim ver períodos um pouco mais longos com margem bruta próxima a esse patamar", disse.

O executivo afirmou que a ‌geração de caixa operacional no primeiro semestre foi bem ‌acima do esperado, ⁠e que ⁠o grupo pode ter bastante espaço tanto para otimizar estrutura ⁠de capital como ‌para dar retorno aos ‌acionistas.

"Vamos olhar todas essas oportunidades. Ainda não temos qualquer definição sobre isso, mas realmente a direção de caixa no ano está boa, então ⁠nos dá mais confiança", afirmou o CFO.

A Cyrela registrou lucro líquido de R$452 milhões e receita líquida de R$2,5 bilhões no segundo trimestre, em linha com as ‌expectativas do mercado segundo dados da Lseg.

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De acordo com analistas do Itaú BBA, o principal destaque ⁠do balanço foi a forte geração de caixa de R$272 milhões, bem acima das expectativas.

Segundo Elvis Credendio e equipe, se a Cyrela conseguir manter esse nível de desempenho, junto com a conclusão da venda de carteira imobiliária para a TRXF11, o índice de alavancagem no final do ano poderia ficar muito abaixo de expectativas atuais e abrir espaço para dividendos e/ou recompra de ações.

As ações subiam 0,7% às 12h45 para R$21,15.

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