A implementação total das restrições à exportação de terras raras pela China poderia colocar em risco US$6,5 trilhões em produção downstream fora do país, alertou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.
A China, maior produtora mundial de terras raras, ampliou os controles de exportação em outubro do ano passado para abranger materiais adicionais e introduziu novas exigências de licenças, mas posteriormente concordou em adiar a implementação por um ano.
As terras raras são um grupo de 17 metais utilizados em pequenas quantidades, mas essenciais para produtos que vão desde carros e aeronaves até eletrônicos e sistemas de armas.
Se os controles entrarem em vigor plenamente, cerca de US$6,5 trilhões em produção nos setores automotivo, de alta tecnologia, de defesa e de energia poderiam ficar expostos a interrupções no abastecimento, afirmou a IEA no relatório "Global Critical Minerals Outlook".
Os EUA e a Europa seriam responsáveis por quase metade do impacto econômico, acrescentou o relatório.
"Nossa análise mais recente mostra que vastas quantidades de valor econômico dependem de volumes relativamente pequenos de minerais críticos, cujas cadeias de abastecimento permanecem altamente concentradas e, portanto, vulneráveis", afirmou o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.
A agência também alertou para os riscos decorrentes dos controles de exportação planejados pela China sobre a grafite -- um material essencial usado em baterias de veículos elétricos --, que foram anunciados na mesma ocasião e posteriormente adiados.