Renault planeja cortar 800 empregos em engenharia na França

24 jun 2026 - 18h14

A montadora francesa Renault ‌Group planeja cortar 800 vagas de engenharia na França até o final de 2027, em uma tentativa de enxugar sua estrutura para competir melhor com as rivais chinesas.

Os fabricantes chineses mais que triplicaram ⁠sua participação no mercado europeu nos últimos dois anos, ‌com produtos tecnologicamente avançados e preços muito competitivos, disse Philippe Brunet, diretor de tecnologia da ‌Renault, a jornalistas em uma ‌teleconferência.

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"Todos os outros fabricantes estão sofrendo, os coreanos, ⁠os japoneses na Europa, ou outros europeus, incluindo nós", acrescentou. "Precisamos ser capazes de competir com isso."

Com uma força de trabalho de 5.500 pessoas, a França representa metade do quadro global de engenheiros da ‌Renault. Em meados de abril, a Renault, uma das ‌menores montadoras tradicionais, ⁠anunciou planos ⁠para reduzir seu quadro total de engenheiros em 15% a ⁠20% até o ‌final de 2027, e ‌os 800 cortes de vagas fariam parte dessa medida.

A empresa espera que seu plano de transformação seja aprovado pelos sindicatos em julho e ⁠implementado a partir de setembro. O plano também inclui o treinamento de 2.500 funcionários e a contratação de 150 a 200 novos para trabalhar principalmente com veículos elétricos, ‌software e inteligência artificial.

Brunet também anunciou uma reformulação da organização e dos métodos de trabalho para ⁠simplificar as operações de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e tornar a companhia mais ágil na corrida contra os concorrentes chineses, que estabeleceram um novo padrão ao desenvolver modelos em apenas dois anos, em vez dos quatro a cinco anos tradicionalmente necessários no setor.

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"Meu problema é a velocidade", disse o executivo. Ele pretende reduzir a complexidade e o número de etapas em um projeto de veículo e diminuir o tempo gasto em reuniões em 20%.

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