Taxas dos DIs voltam a cair ainda sob influência da ata do Copom

24 jun 2026 - 16h52

As taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quarta-feira em queda, superior a 25 pontos-base em alguns vencimentos, com investidores continuando a reduzir prêmios na curva após divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na véspera.

O recuo das taxas futuras no Brasil foi influenciado ainda pela ⁠baixa firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior.

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No fim da tarde, a ‌taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,325%, com baixa de 24 pontos-base ante o ajuste de 14,565% da sessão ‌anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro ‌de 2035 estava em 14,235%, com queda de 21 pontos-base ⁠ante o ajuste de 14,443%.

Na terça-feira, as taxas futuras cederam após a ata do Copom indicar que a taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano, não subirá no curto prazo e que o BC buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no primeiro trimestre ‌de 2028 -- e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante ‌da política monetária.

Para parte ⁠dos analistas, além ⁠de descartar eventuais altas, a ata preparou terreno para que o BC possa promover ⁠mais cortes da Selic.

Assim, investidores ‌deram continuidade nesta quarta-feira à ‌eliminação de prêmios na curva a termo, em especial nos contratos a partir de janeiro de 2028.

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"Desde a semana passada, há maior ceticismo em relação ao BC. O mercado vê um BC topando ⁠cortar juros, ainda que isso seja leniente com a inflação", comentou durante a tarde o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, ao justificar o recuo das taxas dos DIs.

A baixa das taxas no Brasil ocorreu em sintonia com a queda ‌dos rendimentos dos Treasuries no exterior, onde investidores buscaram pelo segundo dia os títulos norte-americanos e o dólar. Além disso, o petróleo Brent ⁠cedia perto de 5% neste fim de tarde, o que também pesava nos rendimentos dos Treasuries, com reflexos na curva brasileira.

"A queda do petróleo lá fora ajuda a tirar prêmios da curva (brasileira), e o mercado também acha que há espaço para o BC cortar juros, considerando a ata", reforçou Spiess.

Em um movimento praticamente contínuo de queda ao longo do dia, às 16h13 a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 14,315%, em baixa de 25 pontos-base ante o ajuste da véspera, para depois fechar a sessão regular aos 14,325%.

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Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 9 pontos-base, a 4,406%.

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