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Protesto de caminhoneiros coloca em risco produção de massas na Itália

20 out 2026 - 11h17
Resumo
Um protesto de caminhoneiros no sul da Itália contra a alta dos combustíveis e do custo de vida ameaça paralisar a produção nacional de massas, setor que movimenta bilhões de euros. Bloqueios em estradas e portos impedem a entrega de insumos essenciais, levando fábricas como Rummo e La Molisana a suspender ou reduzir operações. A crise gera escassez em supermercados e filas em postos, fazendo o governo Meloni prometer um pacote de 150 milhões de euros para conter os impactos da paralisação.

A produção de massas italianas ‌está ameaçada por um protesto de caminhoneiros no sul do país, motivado pela alta nos preços dos combustíveis e do custo de vida, bloqueando as entregas às fábricas.

A fabricante de massas Rummo, com sede na região de Campânia, no sul da Itália, informou nesta terça-feira que suspendeu a ⁠produção após ficar sem ingredientes.

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Quase todos os principais produtores de massas da região ‌vizinha da Apúlia -- que, juntamente com a Campânia e a Sicília, forma o coração da produção de massas da Itália -- estão enfrentando dificuldades ‌semelhantes, disse o presidente-executivo Cosimo Rummo ao ‌jornal "La Repubblica".

"Isso significa que a maior parte da produção de massas ⁠da Itália está paralisada, ou está prestes a ficar", afirmou.

A La Molisana, outra fabricante sediada na região de Molise, informou nesta terça-feira que sofreu uma queda significativa na produção e foi forçada a recorrer aos seus estoques de matérias-primas, como trigo e sêmola.

A Italmopa, associação italiana do setor de ‌moagem, alertou na semana passada que um número crescente de fábricas poderia ser ‌forçado a interromper a ⁠produção, com repercussões ⁠em toda a cadeia de abastecimento caso os protestos continuassem.

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A cadeia de abastecimento de ⁠massas da Itália gerou no ano ‌passado 13,5 bilhões de euros ‌em receitas, informou a European House-Ambrosetti (Grupo TEHA) em um relatório divulgado em setembro.

ALIMENTOS E COMBUSTÍVEL ESTÃO SE ESGOTANDO

O governo está prometendo mais ajuda para os transportadores rodoviários. Após se reunir com seus representantes nesta ⁠terça-feira, o vice-ministro de Infraestrutura, Edoardo Rixi, disse que um pacote no valor de mais de 150 milhões de euros seria disponibilizado em breve.

Além disso, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni está preparando uma ofensiva de segurança em resposta aos distúrbios ‌ocorridos no fim de semana em Milão e em outras cidades do norte, que surgiram no contexto de manifestações contra a inflação.

O protesto dos ⁠caminhoneiros, que começou na semana passada com o bloqueio de estradas, rodovias e portos na Sicília e no sul, está causando perturbações generalizadas, incluindo escassez nos supermercados e filas nos postos de gasolina.

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"As pessoas tentavam pegar o que restava. Tive que ir a uma cidade vizinha e também estoquei farinha e os alimentos que mais consumimos", disse Zineb Boutimah, 45 anos, que mora em Locri, uma cidade na província de Reggio Calabria, no sul do país.

Elena Lombardo, 78 anos, também de Locri, disse que o frentista do posto de gasolina local a incentivou a encher o tanque na segunda-feira, alertando: "Não sei se haverá gasolina amanhã".

Nesta terça-feira, o posto de gasolina estava fechado.

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