Presidente do Banco Mundial vê crescimento menor e inflação mais alta devido à guerra

7 abr 2026 - 15h03

O presidente do ‌Banco Mundial, Ajay Banga, disse nesta terça-feira que a guerra no Oriente Médio resultará em algum grau de crescimento mais lento na economia global e em inflação mais alta, independentemente da rapidez com que terminasse.

Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, durante entrevista à Reuters
4 de fevereiro de 2026 REUTERS/Akhtar Soomro
Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, durante entrevista à Reuters 4 de fevereiro de 2026 REUTERS/Akhtar Soomro
Foto: Reuters

Banga, falando em um evento organizado pelo Atlantic ⁠Council antes das reuniões da próxima semana do Banco Mundial ‌e do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse que o Banco Mundial foi capaz de desembolsar rapidamente bilhões de dólares em financiamento ‌para os países afetados pela guerra usando ‌suas janelas de crise, como fez durante o auge ⁠da crise da Covid-19.

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O chefe do Banco Mundial disse que o impacto da guerra dependeria da gravidade e da duração da interrupção dos mercados de energia. Um fim rápido do conflito permitiria algum tipo de normalização nos próximos meses, enquanto um ‌período mais longo estenderia o impacto por seis a oito meses.

"De ‌qualquer forma, se considerarmos ⁠que o ⁠mundo tinha um crescimento provável do PIB de 2,83% antes desse conflito recente, ⁠o impacto provavelmente ficará ‌entre 0,3% e 0,4% no ‌cenário básico, chegando a mais de 1% no período mais longo e mais desafiador", disse ele.

A inflação poderia ser afetada em até 0,9 ponto percentual, disse ele.

Ele disse que ⁠espera que as autoridades financeiras reunidas em Washington discutam como as duas instituições poderiam ajudar os países duramente atingidos pelo aumento dos preços da energia e pelas interrupções na cadeia de suprimentos em decorrência da ‌guerra.

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"Nós, como instituição, podemos ajudar porque temos certos tipos de janelas de resposta que chamamos de janelas de resposta a ⁠crises", disse Banga, referindo-se às regras do Banco Mundial que permitem que os países solicitem acesso rápido a 10% dos fundos não desembolsados de programas previamente aprovados.

Banga disse que os países que estão sofrendo com a guerra poderiam ter acesso a cerca de US$30 bilhões por meio dessas "janelas de crise" nos próximos dois ou três meses, com até US$70 bilhões disponíveis ao longo de seis meses.

Mas ele advertiu que os países devem tomar cuidado para não aumentar seus desafios fiscais fornecendo subsídios que não podem pagar ou que podem desencadear problemas ainda maiores nos próximos anos.

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