Brasil tem superávit comercial de US$6,4 bi em março e MDIC vê saldo de US$72,1 bi em 2026

7 abr 2026 - 15h35
(atualizado às 16h12)

A balança comercial brasileira ‌registrou superávit abaixo do esperado em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que passou a prever um saldo positivo de US$72,1 bilhões em 2026, próximo ao piso da projeção feita em janeiro.

A nova estimativa do ministério aponta para exportações de ⁠US$364,2 bilhões neste ano, ante previsão feita em janeiro de uma banda ‌entre US$340 bilhões e US$380 bilhões. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$292,1 bilhões, contra intervalo de US$270 bilhões a ‌US$290 bilhões antes.

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O aumento no patamar previsto para ‌as importações levou a previsão de saldo no ano para ⁠US$72,1 bilhões, contra estimativa feita em janeiro de US$70 bilhões a US$90 bilhões. Em 2025, o país registrou um superávit comercial de US$68,1 bilhões.

De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, as projeções de importações são afetadas pelo nível da ‌atividade econômica -- que tem apresentado resiliência -- e os preços internacionais. Segundo ele, ‌eventual permanência de choques de ⁠preços de produtos ⁠por conta da guerra no Irã pode levar a novas revisões de projeções ⁠para a balança.

"Sabemos que o cenário ‌internacional tem desafios... mas pelas ‌informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado", disse.

"E por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar (da projeção), observamos ⁠um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises."

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DADOS DE MARÇO

O resultado do mês de março, um superávit de US$6,405 bilhões, ficou abaixo do esperado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$7,350 bilhões.

O desempenho ‌do mês foi fruto de US$31,603 bilhões em exportações, 10% acima de março de 2025, e US$25,199 bilhões em importações, alta de 20,1% ⁠na mesma comparação.

Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, com aumento de 36,4% puxado por alta expressiva na venda de petróleo. Os ganhos foram de 5,4% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis, e de 1,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja.

Do lado das importações, houve alta de 54,4% na chegada ao país de bens de consumo, 26,5% para bens de capital, 16,2% para combustíveis e 10,4% para bens intermediários.

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No primeiro trimestre, o país acumulou um superávit comercial de US$14,175 bilhões, acima do saldo positivo de US$9,606 bilhões dos três primeiros meses de 2025.

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