Controladora da Decolar triplicará negócios em três anos com expansão impulsionada pelo Brasil, diz CEO

7 abr 2026 - 14h51

A Despegar, agência ‌de viagens online focada na América Latina e controladora da Decolar no Brasil, planeja triplicar de tamanho nos próximos três anos, impulsionada por suas operações no Brasil, e pretende investir US$100 milhões por ano durante esse período, disse seu presidente-executivo recém-nomeado à ⁠Reuters.

A empresa, adquirida há um ano pela investidora holandesa em tecnologia ‌Prosus, investirá em tecnologia "para um futuro fortemente baseado em inteligência artificial", afirmou o chefe-executivo, Gonzalo Estebarena.

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Fundada na Argentina em 1999, a Despegar é ‌uma das maiores plataformas de viagens ‌online da América Latina. Ela deixou de ser negociada na ⁠Bolsa de Valores de Nova York após ser adquirida pela Prosus por cerca de US$1,7 bilhão.

"Temos como Meta principal triplicar o tamanho da empresa em três ou quatro anos, em termos de volume de transações e operações", disse Estebarena em entrevista nos escritórios ‌da Despegar em Buenos Aires.

"A taxa de crescimento que propomos para ‌o futuro é ⁠muito mais agressiva ⁠do que o crescimento observado nos últimos sete ou oito anos", acrescentou.

A empresa ⁠espera mais que triplicar suas ‌reservas brutas, para US$18 ‌bilhões, até o final da década, partindo dos números atuais.

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Estebarena, que atuava como diretor de tecnologia da Despegar antes de assumir seu novo cargo neste mês, afirmou que o crescimento ⁠será impulsionado pela integração com outras plataformas no Brasil, onde a Prosus possui diversas empresas de tecnologia, incluindo o iFood, o maior aplicativo de entrega de comida do país.

Desde o início dessa integração em 2025, 14% ‌da receita da Decolar — marca da Despegar no Brasil — veio de clientes do iFood que acumularam pontos por meio de um ⁠programa de fidelidade, segundo Estebarena.

"Isso nos dá muita confiança, porque o iFood tem 25 vezes mais clientes que a Decolar. É definitivamente uma via de crescimento. A oportunidade é enorme", disse ele.

Houve uma certa desaceleração nas vendas de passagens e pacotes de viagem, já que a guerra no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e gerou incerteza entre os clientes, afirmou ele.

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"O principal impacto é a incerteza que cria entre as pessoas e, potencialmente — embora ainda não na mesma medida que poderá atingir no futuro —, estamos começando a ver um impacto nos preços devido ao aumento dos custos dos combustíveis", disse Estebarena.

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