Investidores estrangeiros retiraram US$ 26,3 bilhões de mercados emergentes em setembro, marcando a primeira fuga de capital desde junho, segundo o IIF. A debandada foi motivada pela alta dos juros pelo Federal Reserve e sua postura dura contra a inflação, o que valorizou o dólar e elevou os rendimentos dos Treasuries. O aperto monetário global afasta o apetite por risco e pressiona o carry trade, com perdas de US$ 7 bilhões em renda fixa e US$ 19,2 bilhões puxados por ações sul-coreanas.
Os investidores estrangeiros retiraram US$26,3 bilhões de ações e títulos de mercados emergentes em setembro, a primeira saída mensal desde junho, à medida que a postura hawkish (dura com a inflação) do Federal Reserve impulsionou os rendimentos dos Treasuries e a valorização do dólar, segundo relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF).
Os investidores não residentes retiraram US$7 bilhões dos ativos de renda fixa dos mercados emergentes no mês passado, a primeira saída líquida desde março, quando a escalada do conflito no Oriente Médio abalou os mercados globais.
Os mercados emergentes ficaram sob pressão em setembro depois que o Fed, sob o comando de Kevin Warsh, elevou as taxas de juros pela primeira vez desde 2023 e sinalizou que a inflação continuava sendo uma preocupação. A medida fez com que os rendimentos dos Treasuries subissem acentuadamente, impulsionou o dólar e levou os investidores a se afastarem de alguns ativos de maior risco.
"A pressão se intensificou na segunda metade do mês, à medida que os fundos de títulos em moeda forte passaram a registrar saídas na semana da decisão do Fomc e os spreads de crédito em dólares dos mercados emergentes se ampliaram", constatou o relatório.
"Olhando para o futuro, um Fed de Warsh com postura hawkish que projeta novos aumentos, um BoJ (Banco do Japão) com sua taxa básica de juros no maior nível desde 1995 e um aperto monetário generalizado nas economias avançadas aumentam os obstáculos para o carry trade dos mercados emergentes no quarto trimestre", acrescentou.
Enquanto isso, as fortes vendas estrangeiras de ações sul-coreanas geraram uma saída de US$19,2 bilhões das ações de mercados emergentes em setembro, segundo o IIF.