Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras, fará nesta segunda-feira, 9, seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Convocada como testemunha, a empresária deverá esclarecer denúncias de possíveis irregularidades em contratos firmados entre a Crefisa e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS).
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A convocação, feita pelo relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), foi aprovada no dia 26 de fevereiro --a sessão, inclusive, foi interrompida após uma confusão generalizada entre os parlamentares.
Entre as denúncias feitas por aposentados e pensionistas, estão acusações de abertura compulsória de contas, dificuldade de acesso a benefícios e contratação de produtos não solicitados.
No requerimento, Gaspar argumentou que a Crefisa 'assumiu papel central ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios, concentrando boa parte de toda a operação'.
À CPMI, Leila deverá explicar irregularidades, detalhar providências tomadas e seus prazos, além da responsabilidade do banco 'por ação ou omissão na manutenção de práticas que culminaram em medidas restritivas pelo INSS'.
Em agosto de 2025, o contrato entre a Crefisa e o INSS foi suspenso de forma cautelar. O instituto afirmou que a decisão foi tomada após 'reiteradas reclamações' registradas por beneficiários em diferentes canais.
A Crefisa assumiu a maior parte da folha de pagamento de novos benefícios previdenciários após arrematar um pregão em 2024. Pela ocasião da suspensão cautelar do contrato, o INSS justificou a incidência de 'graves falhas operacionais, contratuais e sistêmicas' contra a empresa de Leila Pereira.