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Petróleo fecha no nível mais baixo em mais de uma semana após EUA suspenderem ataques ao Irã

27 jul 2026 - 16h49

Os preços do ‌petróleo caíram nesta segunda-feira, fechando nos níveis mais baixos em mais de uma semana, depois que os Estados Unidos suspenderam abruptamente uma campanha de ataques aéreos contra o Irã no fim de semana, aumentando as esperanças de uma solução diplomática que permita a retomada ⁠do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo ‌Brent caíram US$8,42, ou 8,7%, fechando a US$88,36 o barril, o menor valor desde 17 de julho. Os contratos futuros do petróleo ‌West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caíram US$6,70, ‌ou 7,5%, fechando a US$82,61, o menor valor desde 16 ⁠de julho.

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Os futuros do Brent ultrapassaram US$100 por barril na semana passada, à medida que o conflito — que reduziu os embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz — se espalhou para o Mar Vermelho. Isso prejudicou as exportações da Arábia Saudita, maior exportadora mundial, para ‌a Ásia pelo Estreito de Bab el-Mandeb.

O embaixador dos EUA na ONU, ‌Mike Waltz, disse ao ⁠programa "Fox News ⁠Sunday" e a outras mídias dos EUA que o presidente Donald Trump havia ⁠decidido suspender os ataques dos ‌EUA para dar mais tempo ‌à diplomacia.

Trump afirmou nesta segunda-feira que os EUA estão mantendo "boas negociações" com o Irã e que "há uma boa chance de que algo possa acontecer" em relação a um possível acordo. Ele ⁠também ameaçou com uma "forte ação militar" caso a diplomacia fracasse.

Os preços do petróleo caíram ao longo da sessão desta segunda-feira, enquanto as defesas aéreas da Arábia Saudita interceptavam e destruíam drones lançados do Iraque. Os houthis do ‌Iêmen alegaram ter atacado locais sensíveis de abastecimento e transporte de petróleo que ligam o leste da Arábia Saudita ao importante centro ⁠de exportação de petróleo de Yanbu, no Mar Vermelho.

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"O mercado parece estar sempre em busca de boas notícias em um cenário que, na verdade, não está oferecendo nenhuma", disse o analista da PVM, John Evans.

"A suspensão dos ataques militares pode parecer uma melhora, mas não traz nenhuma garantia de que o petróleo voltará a fluir da região em breve", disse ele. Ele afirmou que os futuros do petróleo só continuarão em queda se os níveis elevados de preços voltarem a prejudicar a demanda, e não devido a "mini-cessações de fogo questionáveis".

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