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Taxas dos DIs caem com pausa dos ataques entre EUA e Irã

27 jul 2026 - 17h00

As taxas dos ‌DIs fecharam a segunda-feira em queda, refletindo o ambiente de maior alívio e apetite ao risco nos mercados globais após a pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que fez o petróleo e os rendimentos dos Treasuries recuarem.

No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para ⁠janeiro de 2028 estava em 14,03%, ante o ajuste de 14,167% da ‌sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,675%, ante 14,703%.

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No fim de semana, o embaixador dos ‌EUA na ONU, Mike Waltz, disse ao ‌programa "Fox News Sunday" e a outros veículos de comunicação dos ⁠EUA que o presidente Donald Trump havia decidido suspender os ataques para dar mais tempo à diplomacia.

Já nesta segunda-feira, Trump afirmou que os EUA estão mantendo "boas negociações" com o Irã e que "há uma boa chance de que algo possa acontecer" em relação a um possível acordo. Ele também ‌ameaçou com uma "forte ação militar" caso a diplomacia fracasse.

A notícia foi bem ‌recebida pelos mercados, fazendo ⁠os contratos futuros ⁠do petróleo Brent caírem 8,7%, fechando a US$88,36 o barril, menor valor desde 17 ⁠de julho.

O movimento refletiu nos rendimentos ‌dos títulos do Tesouro ‌dos EUA com vencimento em 10 anos, que caminharam para a maior queda em um único dia em um mês. Às 16h49 o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões ⁠de investimento -- caía 4 pontos-base, a 4,639%.

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"Quando há uma tendência de que o conflito seja resolvido é natural que as curvas de juros futuros deem uma corrigida", disse Gabriel Felix, especialista de alocação da Blue3 Investimentos.

No âmbito doméstico, o destaque do ‌dia foi a pesquisa Focus do Banco Central, que mostrou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 caiu a 5,12%, ⁠de 5,15% na semana anterior. Contudo, as projeções para a inflação no próximo ano e em 2028 subiram 0,02 ponto percentual, respectivamente a 4,22% e 3,80%.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que segue a expectativa de que o Comitê de Política Monetária do BC reduza a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da próxima semana, a 14,00%, terminando o ano neste patamar. Para 2027 foi mantida a projeção de que a Selic ficará em 12,0%.

Ao longo da semana, as atenções do mercado se voltam para o IPCA-15 de julho na terça-feira e para a decisão de juros do Federal Reserve, na quarta.

(Edição de Pedro Fonseca)

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