A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal está próxima de atingir o recorde de 3 milhões de barris de petróleo por dia, tendo já alcançado a marca de 2,92 milhões. A executiva também garantiu o pleno abastecimento de diesel para o pico de consumo em outubro, por meio de importações já asseguradas. Sobre combustíveis, Chambriard defendeu a estabilidade na política de preços da companhia para preservar sua fatia de mercado frente à volatilidade das cotações internacionais.
A Petrobras está prestes a atingir a produção recorde de 3 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo, disse nesta quinta-feira a presidente da companhia, Magda Chambriard, durante conferência do setor no Rio de Janeiro.
"A gente já chegou a produzir na ProRata Petrobras 2,92 milhões de barris por dia", disse Chambriard, ao participar de mesa no congresso de petróleo e gás ROG.e.
O patamar se compara com 2,69 milhões de barris por dia de petróleo produzido em média pela empresa entre abril e junho.
Questionada se a companhia poderá superar a meta da companhia para o ano, Chambriard respondeu que "espero que sim", mas que não iria prometer.
Pelo cronograma atual da empresa, a média de produção de petróleo prevista para 2026 é de 2,5 milhões de bpd, com uma variação de 4% para mais ou para menos.
ABASTECIMENTO E PREÇOS
Chambriard também reiterou a jornalistas que a Petrobras já importou o diesel necessário para atender a demanda em outubro e que não falta produto para suprir o mercado brasileiro.
Nesta semana, a diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, disse que Petrobras já havia garantido as compras externas de diesel necessárias para outubro, quando sazonalmente há um pico de consumo no Brasil.
A Petrobras prevê importar 650 milhões de litros de diesel no próximo mês, segundo Laureano.
Questionada sobre os rumores na mídia internacional de que os Estados Unidos poderiam suspender exportações, Chambriard afirmou que a quantidade de diesel importado é pequena e que a companhia tem outros supridores, como a Índia.
Já sobre os preços, Chambriard afirmou que a companhia estava confortável com os atuais subsídios do governo antes de o barril do petróleo internacional disparar para US$108 o barril na última semana, mas ponderou que agora o preço já baixou novamente para abaixo de US$100.
"A cada declaração americana, o preço sobe ou o preço desce. Não dá para, na nossa política de preço, enxergar tendência ou reagir todos os dias. Porque se a gente for reagir todos os dias, o que vai acontecer é que nós vamos acabar perdendo o 'market share'", afirmou.