Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm leve alta em meio a estabilização do mercado de trabalho

26 fev 2026 - 10h47

O número de norte-americanos ‌que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego teve leve aumento na semana passada e a taxa de desemprego parece ter se mantido estável em fevereiro, num contexto de estabilidade do mercado de ⁠trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 4.000, ‌para 212.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 21 de fevereiro, informou ‌o Departamento do Trabalho nesta ‌quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 ⁠pedidos para a última semana.

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Os pedidos da semana passada incluíram o feriado do Dia dos Presidentes, o que pode ter afetado os dados. No entanto, o nível dos pedidos sugere que ‌o mercado de trabalho continuou a se estabilizar após ‌atingir uma ⁠fase de ⁠desaceleração no ano passado em meio à incerteza decorrente das ⁠tarifas impostas pelo ‌presidente Donald Trump.

Na ‌sexta-feira passada, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas, que Trump aplicou com base em uma lei destinada a ser usada ⁠em emergências nacionais. Trump rapidamente impôs uma taxa global de 10% por 150 dias para substituir algumas das tarifas de emergência, antes de aumentá-la para 15% ‌no fim de semana.

Economistas afirmaram que as últimas medidas criaram incerteza no curto prazo, mas previram ⁠um impacto econômico mínimo.

A incerteza persistente em relação às tarifas de importação, agora invalidadas, foi citada como motivo da hesitação geral das empresas em aumentar as contratações. A rápida adoção da inteligência artificial também está adicionando outra camada de cautela, afirmaram economistas.

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A taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3% em janeiro. Embora o mercado de trabalho esteja se recuperando, os consumidores continuam nervosos com suas perspectivas de emprego.

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