Parlamentares da UE aprovam acordo comercial com EUA para evitar retorno ao conflito comercial

16 jun 2026 - 08h52

O Parlamento Europeu aprovou ‌nesta terça-feira a redução das taxas sobre diversas importações de produtos norte-americanos a fim de cumprir a parte da União Europeia no acordo comercial firmado no ano passado e evitar uma nova rodada de conflitos tarifários entre os maiores parceiros comerciais do mundo.

O ⁠presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou um acordo com a ‌União Europeia em seu campo de golfe em Turnberry, na Escócia, em julho passado, segundo o qual a UE concordou em ‌remover as taxas de importação sobre ‌produtos industriais dos EUA e conceder acesso preferencial aos produtos ⁠agrícolas norte-americanos em troca de tarifas de 15% dos EUA sobre a maioria dos produtos da UE.

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Quase 11 meses após esse acordo, a UE ainda não havia aprovado a legislação para implementar essas reduções. Trump ameaçou impor tarifas "muito mais altas" se a UE ‌não agir até 4 de julho.

A UE deve cumprir esse prazo ‌depois que o Parlamento ⁠Europeu aprovou a ⁠implementação dos cortes nas taxas de importação por 440 votos a favor e ⁠151 contra. Eles também prorrogaram ‌as importações isentas de ‌impostos de lagostas dos EUA, um mini-acordo firmado com Trump em seu primeiro mandato como presidente. Obter a aprovação parlamentar foi o último grande obstáculo da legislação.

Os Estados Unidos precisam ⁠aplicar as tarifas gerais de 15% sobre produtos da UE. Elas estavam nesse nível até que a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas globais de Trump em fevereiro.

O governo Trump planeja replicar as tarifas do acordo ‌de Turnberry até 24 de julho, quando expira um regime provisório de alíquotas de 10%.

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A votação desta terça-feira deve evitar a ⁠ameaça tarifária de Trump para 4 de julho, mas deixa muitas incertezas. Ainda na segunda-feira, Trump disse que adotará tarifas de 100% sobre o vinho francês, a menos que Paris elimine seu imposto sobre vendas digitais.

A legislação da UE aprovada pelo Parlamento Europeu expira no final de 2029 e inclui várias salvaguardas que permitem à UE suspender concessões caso os Estados Unidos violem os termos do Acordo Turnberry.

Ela também exige uma resposta da UE caso Washington não reduza as tarifas de mais de 15% sobre produtos derivados de metal, como máquinas de lavar e talheres, até o final do ano.

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