O Nubank negou negociações para uma potencial aquisição da fintech britânica Monzo, desmentindo rumores de um acordo avaliado em até 10 bilhões de libras. Em comunicado, o banco digital brasileiro reforçou que seu foco estratégico atual segue na expansão no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos. A negativa agradou aos investidores e fez as ações do Nubank dispararem cerca de 7% em Nova York, recuperando-se da queda de quase 10% registrada no início da semana em razão das especulações.
O Nubank afirmou nesta quarta-feira que não está buscando uma transação com a fintech britânica Monzo, dias depois de reportagens na imprensa afirmarem que o maior banco digital da América Latina estava negociando uma potencial aquisição da empresa do Reino Unido.
"Apesar de termos um grande respeito pela Monzo, a companhia não está buscando uma transação com a Monzo", afirmou o Nubank em comunicado ao mercado.
No sábado, reportagem do site britânico Sky News, sem citar fontes, afirmou que a Monzo foi abordada sobre uma possível combinação de negócios com o Nubank, em operação que poderia avaliar o banco britânico entre 8 bilhões e 10 bilhões de libras esterlinas. A empresa do Reino Unido teria contratado banqueiros de investimento do Morgan Stanley e da Qatalyst para assessorá-la, segundo a Sky News.
"A Nu está altamente confiante e focada em suas prioridades estratégicas: aprofundar seu posicionamento no Brasil, escalar os negócios no México e Colômbia e construir sua presença nos Estados Unidos e ao redor do mundo por meio da Nu Global", acrescentou o Nubank no comunicado.
As ações do Nubank dispararam após a negativa do banco brasileiro, avançando cerca de 7% em Nova York após o fechamento dos mercados. Na segunda-feira, as ações do Nubank chegaram a desabar quase 10%. Na ocasião, o Nubank afirmou que não comenta rumores, nem especulações, e citou que ter "compromisso em manter uma comunicação transparente, clara e ágil sobre qualquer assunto relevante para os nossos negócios".
Nesta quarta-feira, o Nubank afirmou que avalia oportunidades regularmente que sejam capazes de apoiar seu crescimento e objetivos de longo prazo, incluindo parcerias, investimentos e aquisições.
O banco citou ainda que a base de sua alocação de capital está mantida e que as decisões de investimento são baseadas em "enquadramento estratégico, retornos esperados relativos ao custo de capital e criação de valor no longo prazo".