Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, faz parceria com OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

14 abr 2026 - 15h02

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk , que ficou para trás ‌da Eli Lilly no mercado extremamente lucrativo de medicamentos para perda de peso, disse nesta terça-feira que está firmando parceria com a OpenAI para implementar inteligência artificial em seu negócio, desde a descoberta de medicamentos até a fabricação e as operações comerciais.

A fabricante do Wegovy e do Ozempic afirmou que a parceria utilizará a tecnologia da OpenAI ⁠para analisar conjuntos de dados complexos, identificar candidatos a medicamentos promissores e melhorar a ‌eficiência na fabricação, nas cadeias de suprimentos, na distribuição e nas operações corporativas.

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As empresas farmacêuticas estão utilizando cada vez mais a IA para agilizar as partes ‌mais tediosas do desenvolvimento de medicamentos, desde a ‌busca de participantes para ensaios clínicos e a seleção de locais até a ⁠preparação de documentos regulatórios, embora executivos do setor afirmem que a tecnologia ainda não tenha cumprido plenamente a tarefa mais difícil de descobrir novas moléculas importantes.

A Novo está buscando novas maneiras de recuperar terreno em uma batalha cada vez mais acirrada no mercado de medicamentos para obesidade contra a Lilly, que neste mês obteve ‌a aprovação nos Estados Unidos para seu medicamento de emagrecimento Foundayo, após o lançamento ‌do Wegovy, medicamento oral, pela ⁠Novo em janeiro. ⁠Analistas preveem que a receita anual com medicamentos para perda de peso ultrapassará US$100 bilhões na ⁠próxima década.

A Novo não divulgou os termos ‌financeiros do acordo. Afirmou que ‌programas piloto serão iniciados nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, fabricação e operações comerciais, com integração completa prevista para o final de 2026.

A Novo afirmou que a OpenAI também ajudará a treinar sua força de trabalho global, aumentando ⁠o conhecimento em IA e impulsionando a produtividade em todos os departamentos.

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TREINAMENTO, NÃO SUBSTITUIÇÃO

"O objetivo aqui não é substituir nossos cientistas. Trata-se de potencializá-los", disse o presidente-executivo Mike Doustdar em entrevista.

Doustdar afirmou que a parceria não tinha como objetivo reduzir o quadro de funcionários atual da Novo, ‌mas sim aumentar a produtividade e frear o ritmo de contratações futuras. Ele disse que a IA ajudaria os funcionários a trabalharem com mais rapidez e ⁠eficiência, reduzindo a necessidade de aumentar o número de funcionários tanto quanto no passado. Pouco depois de assumir o cargo de presidente-executivo no ano passado, Doustdar anunciou uma reestruturação que resultou no corte de 9.000 vagas.

"A IA está remodelando diversos setores e, nas ciências da vida, pode ajudar as pessoas a viverem vidas melhores e mais longas", disse Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, em comunicado. "Essa colaboração com a Novo Nordisk os ajudará a acelerar as descobertas científicas, a operar de forma mais inteligente em âmbito global e a redefinir o futuro do atendimento ao paciente."

A Novo afirmou que a parceria inclui proteção de dados rigorosa, governança e supervisão humana, e se baseia em suas iniciativas de IA já existentes com outros parceiros de tecnologia e organizações de pesquisa.

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