Após ceder durante a maior parte da sessão, o dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana recuava ante quase todas as demais divisas, em meio à esperança de que EUA e Irã cheguem a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,09%, aos R$4,9935, o menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805.
No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,03%.
Às 17h04, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,19% na B3, aos R$5,0095.
Na manhã desta terça-feira, as esperanças de um acordo entre EUA e Irã foram renovadas. Uma fonte envolvida nas negociações disse à Reuters que a data ainda não foi decidida, mas que os dois países poderiam retomar as conversas já no final desta semana.
"Nenhuma data firme foi definida, com as delegações mantendo a sexta-feira até o domingo em aberto", disse uma fonte sênior iraniana.
Neste cenário, o petróleo voltou a ceder, para abaixo dos US$100 o barril, e os investidores mostravam apetite por ativos de maior risco, como ações, títulos e moedas de países emergentes, incluindo o Brasil.
Às 10h39 e às 11h00, o dólar à vista atingiu a cotação mínima intradia de R$4,9712 (-0,54%), em um momento em que o Ibovespa renovava sua máxima histórica, acima dos 199 mil pontos.
Até o fim da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, mas ainda assim se manteve abaixo dos R$5,00, repetindo o feito da véspera.
No exterior, a moeda norte-americana seguia em queda em relação a pares do real no fim da tarde, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. A divisa dos EUA também cedia em relação a outras moedas fortes.
Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,23%, a 98,109.
No noticiário local, destaque para a pesquisa CNT/MDA, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial deste ano.
Lula aparece com 39,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30,2% de Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) tem 4,6%, Romeu Zema (Novo) soma 3,3%, Renan Santos (Missão) fica com 1,8% e Aldo Rebelo (DC) tem 1,5%. Em um potencial segundo turno, Lula soma 44,9%, contra 40,2% de Flávio.
No fim da manhã, sem impacto nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
(Edição de Isabel Versiani)