O Brasil realizará um novo leilão de gás da União em 2027 com oferta de 1,8 milhão de m³/dia, segundo a PPSA. O anúncio ocorreu após o primeiro certame contratar 100% da cota, revelando forte demanda reprimida e prometendo mais competitividade industrial. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o pregão gerou quedas expressivas nos preços do insumo para setores estratégicos, como cerâmico e petroquímico (56%), fertilizantes (57%), siderúrgico (46%) e vidreiro (38%).
O Brasil terá um novo leilão de gás natural da União à indústria em 2027, com oferta de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia, disse nesta quinta-feira o presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), Luis Fernando Paroli.
Em coletiva de imprensa após o primeiro certame do tipo, Paroli avaliou que o resultado, com 100% da oferta contratada, "provou" que a demanda da indústria brasileira por gás é "muito maior do que o consumo".
"Significa que todos esses setores da indústria nacional tinham demanda reprimida, significa que a competitividade da indústria nacional aumentou hoje, significa que os preços internos vão cair", disse Paroli.
Ainda durante a coletiva, o secretário nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, destacou as reduções relevantes de preços do gás para todos os setores participantes observada a partir do leilão.
Segundo Dutra, o certame levou a reduções de preços de 38% para o setor vidreiro, 56% para o ceramista, 46% para o siderúrgico, 56% para o químico e petroquímico, e de 57% para fertilizantes.