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CSN, Vale, Braskem e outras indústrias compram gás em leilão inédito da PPSA

22 out 2026 - 11h50
(atualizado às 14h55)
Resumo
Grandes indústrias como CSN, Vale e Braskem arremataram todo o volume de 1,1 milhão m³/dia de gás natural em leilão inédito da Pré-Sal Petróleo (PPSA). Ao todo, 23 empresas venceram o certame para venda direta do insumo da União. O preço médio negociado foi de US$ 5,83/MMBtu, gerando um desconto de 38% a 57% em relação à média do mercado. O fornecimento ocorrerá entre março e dezembro de 2027 no Complexo Boaventura (RJ), buscando baratear custos e aumentar a competitividade industrial.

A siderúrgica CSN, a ‌mineradora Vale e a petroquímica Braskem , entre outras grandes companhias industriais, venceram lotes de gás natural da União ofertados em leilão inédito do insumo realizado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) nesta quinta-feira, segundo dados da plataforma do certame.

O primeiro leilão para venda direta de gás à indústria brasileira terminou com todo o volume oferecido, de ⁠1,1 milhão m³/dia dividido em 110 lotes, arrematado por 23 empresas de cinco ‌setores grandes consumidores de gás.

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O preço médio do gás negociado ficou em US$5,83/MMBtu, o que, segundo uma autoridade do Ministério de Minas e Energia, proporcionará às ‌indústrias participantes reduções de 38% a 57% frente ‌à média de US$12/MMBtu usada como referência de mercado.

No setor químico ⁠e petroquímico, que contou com o maior volume de gás disponibilizado, de 350 mil m³/dia, foram vencedoras a Braskem, Rhodia, Evonik, Ingredion e Peróxidos do Brasil.

Entre as siderúrgicas, metalúrgicas e mineradoras, com 320 mil m³/dia de gás ofertado, foram vencedoras CSN, Gerdau Aços Longos, Samarco, Ternium Brasil e Vale.

Também contrataram gás a Yara ‌Fertilizantes e Multitécnica Industrial, do setor de fertilizantes nitrogenados, com 130 mil m³/dia, e ‌outras 11 empresas dos ⁠setores ceramista (200 mil m³/dia) ⁠e vidreiro (100 mil m³/dia).

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Em relação a preços, os menores lances foram de US$4,00/MMBtu para o ⁠setor vidreiro, US$1,86/MMBtu para o ceramista, ‌US$2,30/MMBtu para o siderúrgico, metalúrgico ‌e de mineração, US$1,92/MMBtu para químico e petroquímico e US$1,82/MMBtu para fertilizantes nitrogenados.

Os lances tiveram uma referência inicial de US$1,80/MMBtu para todas as disputas.

Com fornecimento entre março e dezembro de 2027, o gás vendido neste leilão será ⁠entregue no Complexo de Energias Boaventura da Petrobras, o antigo Comperj, em Itaboraí (RJ). A partir dali, cada comprador contrata o transporte por gasodutos até suas fábricas.

DEMANDA REPRIMIDA

O leilão da PPSA é o primeiro de venda direta a consumidores do gás natural pertencente à União. A ‌iniciativa buscou ampliar o número de agentes no mercado de gás e contribuir para a competitividade da indústria brasileira.

"O que o dia de hoje comprovou foi ⁠que a demanda (por gás) não só existe, mas você tem setores industriais ávidos por adquirir o gás natural a um preço competitivo, com uma formação de preço em leilão", disse Renato Dutra, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia.

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Segundo ele, as reduções de dois dígitos de preço mostram que é possível fazer política pública com o gás da União, ajudando na competitividade da indústria nacional, "com um preço justo e adequado no sentido de remunerar as infraestruturas (de escoamento e processamento de gás)".

Segundo o presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, o Brasil terá um novo leilão de gás natural da União à indústria em 2027, com oferta de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia.

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