NLFA11: ETF de crédito bancário traz eficiência tributária e liquidez ao universo da renda fixa

2 mar 2026 - 09h34
(atualizado às 09h42)

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO

No atual cenário de juros elevados e busca por soluções mais eficientes em renda fixa, o recém-lançado NLFA11, ETF de letras financeiras da Nu Asset, aparece como alternativa para investidores que querem ir além de CDBs e Tesouro Direto, conciliando diversificação, eficiência tributária e liquidez.

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O produto começou a ser negociado em dezembro de 2025 na B3, com o objetivo de replicar o desempenho do ILFA, Índice de Letras Financeiras da ANBIMA, e oferecer exposição a títulos emitidos por instituições financeiras de grande porte.

As Letras Financeiras (LFs) são títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiar operações de médio e longo prazo. Apesar de robusto, o estoque de LFs, que ultrapassou R$ 700 bilhões em 2025, era, até recentemente, restrito a investidores institucionais devido a altos valores mínimos de aplicação (em geral, a partir de R$ 50 mil).

Assim, o NLFA11 transforma esse universo em um produto negociado em bolsa, com cotas acessíveis (a partir de cerca de R$ 100) e liquidez diária. 

Diferentemente de um título direto, o ETF da Nu Asset não tem vencimento fixo, conta com negociação em D+1 (capital disponível em um dia útil após a venda) e não exige operações repetidas de compra e venda.

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Tributação e eficiência: onde a conta muda

Um dos principais diferenciais estruturais do Nu Letras Financeiras Anbima é a forma de tributação:

  • IR de 15% sobre ganho de capital, independentemente do tempo de investimento;
  • Sem come-cotas;
  • Sem IOF.

Em comparação:

  • CDBs seguem tabela regressiva de IR (variando de 22,5% a 15%, dependendo do prazo), e podem sofrer cobrança de IOF se resgatados antes de 30 dias.
  • Fundos tradicionais de renda fixa ainda têm come-cotas semestral.

Esse formato favorece sobretudo horizontes mais longos, porque elimina tributações intermediárias que corroem os ganhos compostos ao longo do tempo.

Desempenho inicial e comportamento do índice

Embora esteja em estágio inicial, o NLFA11 já apresenta dados para análise. De acordo com a gestora, o ETF acumulourentabilidade de cerca de 0,38% desde o lançamento até o fim de 2025, refletindo o movimento do índice que replica.

O índice ILFA, por sua vez, acumula 32,9% de retorno desde outubro de 2023, o que equivale a aproximadamente 109% do CDI no mesmo período. Veja no gráfico abaixo:

Em análises mensais de performance:

  • em 100% dos meses analisados, o índice rendeu acima do CDI;
  • em 96% dos meses, acima de 102% do CDI;
  • em 46% dos meses, acima de 105% do CDI.

Esses números situam o universo das Letras Financeiras como um segmento que historicamente oferece retornos em linha ou acima de benchmarks tradicionais de renda fixa, com volatilidade menor que índices de debêntures corporativas.

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Composição da carteira e perfil de risco

No final de janeiro de 2026, a carteira do NLFA11 era composta majoritariamente por LFs seniores emitidas por grandes instituições financeiras, incluindo bancos como Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Santander, BTG Pactual, XP, Safra e Votorantim, confira:

A duration média da carteira estava próxima de 2,2 anos, o que tende a reduzir a volatilidade em relação a instrumentos de crédito mais longos.

Liquidez e operacionalização de mercados

Um ETF de crédito pode parecer um paradoxo em termos de liquidez: como conciliar ativos de prazo mais longo com negociação diária?

No caso do NLFA11, essa liquidez é amparada pela atuação de um formador de mercado, contratado para manter ordens de compra e venda contínuas durante o pregão. 

No caso específico, essa função é desempenhada pelo BTG Pactual, o que ajuda a manter spreads competitivos e disponibilidade de negociação, independentemente do fluxo de ordens natural.

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O administrador e custodiante do fundo é o BNP Paribas Brasil, reforçando a estrutura operacional robusta do produto.

O cenário mais amplo dos ETFs de renda fixa

O NLFA11 chega em um momento de forte crescimento da indústria de ETFs no Brasil. Em 2025, o patrimônio total sob gestão desses fundos ultrapassou R$ 87 bilhões, com crescimento médio anual de cerca de 40%. 

Os ETFs de renda fixa, em particular, triplicaram de tamanho e passaram a representar cerca de 36% do mercado desse segmento.

Especialistas apontam que esse avanço é impulsionado por fatores como maior transparência regulatória (através das normas CVM 175 e 179), tratamento tributário mais claro, maior uso de consultorias de investimento e taxas de juros ainda atrativas para estratégias de renda fixa.

Para quem o NLFA11 pode fazer sentido

O ETF não é um substituto absoluto para CDBs ou Tesouro Direto, especialmente para investidores que estão começando a construir patrimônio. No entanto, o NFLA11 pode ser uma boa opção para perfis que:

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  • buscam eficiência tributária;
  • desejam exposição diversificada ao crédito bancário;
  • valorizam liquidez negociada em bolsa;
  • pretendem estruturar posições de longo prazo;

A renda fixa brasileira tem se transformado: não apenas em termos de retorno absoluto, mas em função de estruturas que reduzem custos ocultos e ampliam a eficiência da carteira. Nesse sentido, o NLFA11 surge como um exemplo dessa evolução.

À medida que investidores e gestores buscam soluções que equilibrem retorno, risco e eficiência estrutural, produtos como o NLFA11 ajudam a redefinir o papel da renda fixa no planejamento de patrimônio de longo prazo.

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