New Fortress Energy anuncia reestruturação e separa negócios no Brasil em nova empresa

17 mar 2026 - 14h51

A New Fortress Energy (NFE) anunciou ‌nesta terça-feira a separação de seus negócios no Brasil, formando plataforma independente com foco em gás natural liquefeito e energia elétrica, como parte de uma ampla reestruturação acordada com credores.

A nova estrutura no Brasil, chamada de "BrazilCo", será controlada por um consórcio ⁠de investidores institucionais globais, que, segundo a NFE, têm "profunda experiência em ‌desenvolvimento de infraestrutura e criação de valor a longo prazo, vasta experiência em investimentos em diversas classes de ativos ‌brasileiros e mais de US$20 trilhões em ‌ativos sob gestão".

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Já a "New NFE" será uma empresa de ⁠capital aberto que reunirá o restante dos ativos globais do grupo.

A reestruturação foi acordada pela NFE com credores sob um plano de reestruturação consensual, visando um corte de sua dívida de US$5,7 bilhões para US$527,5 milhões, e que deverá ser lançado ‌em abril.

Após a separação, a BrazilCo operará como uma plataforma independente ‌de infraestrutura energética, ⁠focada na importação ⁠de gás natural liquefeito (GNL), regaseificação e geração de energia elétrica.

Segundo a NFE, ⁠a nova liderança no ‌Brasil buscará concluir projetos em ‌andamento e avançar com novas frentes de crescimento, como oportunidades para o Terminal de Gás Sul (TGS), em Santa Catarina, "incluindo participação no leilão de capacidade" que será realizado pelo ⁠governo brasileiro nesta semana.

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"Este ativo crucial (o TGS) oferece oportunidade de impulsionar ainda mais o desenvolvimento econômico, indo além das oportunidades existentes por meio dos leilões de capacidade, à medida que a BrazilCo continua buscando oportunidades ‌de fornecimento junto a parceiros industriais, em linha com a estratégia bem-sucedida da empresa em Barcarena", disse a NFE, em ⁠comunicado.

O Brasil realiza na quarta-feira um grande leilão para contratar mais capacidade no setor elétrico em novas usinas termelétricas e hidrelétricas existentes, garantindo segurança do fornecimento de energia nos próximos anos. O certame tem no GNL um importante produto energético para garantir uma operação mais flexível e menos poluente do sistema elétrico.

Segundo a NFE, a BrazilCo atuará também para finalizar o desenvolvimento das usinas termelétricas Celba 2, de 624 MW de capacidade, e PortoCem, de 1.600 MW.

A transação deverá ser concluída em meados de 2026, sujeita às condições habituais e às aprovações regulamentares, acrescentou a empresa.

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