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Meta tem boas chances de conseguir redução na multa de US$25 bilhões imposta pelo Novo México, dizem especialistas

22 out 2026 - 10h59
Resumo
A Meta tem fortes chances de reduzir em recurso a multa recorde de US$ 25 bilhões aplicada pelo Novo México por suposto uso indevido de dados, segundo analistas jurídicos. O caso envolve o escândalo Cambridge Analytica e baseou o cálculo da penalidade na estimativa de quantas pessoas poderiam ter visto declarações enganosas da empresa. A Meta recorrerá alegando que não há provas de prejuízo real aos usuários e que o montante desproporcional viola seus direitos constitucionais contra multas excessivas.

A ‌Meta tem fundamentos sólidos para argumentar que a multa de US$25 bilhões imposta pelo Estado norte-americano do Novo México à empresa nesta semana, em um processo decorrente de alegações de que a companhia teria tratado indevidamente os dados dos usuários, deve ser reduzida em ⁠recurso, afirmaram especialistas jurídicos.

A sentença foi um dos maiores veredictos estaduais ‌contra uma empresa na história dos Estados Unidos. Ela foi proferida depois que um júri concluiu que a Meta enganou os ‌consumidores sobre quem tinha acesso aos seus ‌dados, na sequência de revelações de que a Cambridge ⁠Analytica, uma empresa de consultoria política envolvida na campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, havia coletado dados pessoais de milhões de usuários do Facebook. 

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O Novo México afirmou que a lei estadual permite uma multa de até US$5.000 por cada vez que ‌alguém no Estado possa ter visto uma declaração supostamente enganosa da ‌Meta. Especialistas afirmaram que ⁠a empresa provavelmente ⁠argumentaria que o juiz Francis Mathew deveria ter considerado apenas as pessoas que ⁠realmente viram as declarações.

"O ponto ‌mais vulnerável na apelação ‌será a questão de saber se uma violação será considerada, mesmo na ausência de qualquer prova de que uma determinada pessoa tenha visto uma dessas declarações enganosas ou se baseado ⁠nelas em seu prejuízo", disse Peter Ormerod, professor de Direito da Universidade de Villanova.

C.J. Mahoney, diretor jurídico da Meta, disse que a empresa está confiante de que vencerá na apelação. Espera-se que a empresa recorra do veredicto ‌do júri e da penalidade.

A Meta já havia afirmado anteriormente que não vende dados de usuários e que o Novo México não ⁠provou que algum consumidor tivesse sido efetivamente induzido a erro, além de argumentar que uma multa na casa dos bilhões de dólares correria o risco de violar seus direitos constitucionais ao devido processo legal e à proteção contra multas excessivas. 

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O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, disse na quarta-feira que esperava que a Meta recorresse da sentença e que o Estado estava pronto para defender sua posição jurídica. Ele não respondeu imediatamente a um pedido de mais comentários.

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