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Regras de transição do Bolsa Família precisam ser mais graduais, avaliam especialistas

Laura Muller Machado e Fernando de Holanda Barbosa Filho afirmam que Brasil foi eficiente em diminuir a pobreza, mas falha na inserção desse público no mercado de trabalho

22 out 2026 - 11h04
Resumo
Especialistas apontam que a transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho precisa ser mais gradual. Segundo os economistas Laura Muller Machado e Fernando Barbosa Filho, o corte abrupto do auxílio gera insegurança financeira e desestimula a busca por emprego. Eles propõem um modelo de saída progressiva e proporcional, inspirado no sistema norte-americano, para garantir maior proteção e incentivo aos beneficiários que conquistam uma vaga.

As regras de transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho precisam ser repensadas para garantir uma política de proteção social eficiente para os trabalhadores. Essa é a avaliação de Laura Muller Machado, professora do Insper e ex-secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, e Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do FGV/Ibre e ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério da Economia.

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Os economistas participaram de um debate sobre o futuro dos programa sociais no Brasil promovido pelo Estadão nesta quinta-feira, 22.

"Em termos de alívio de pobreza, o Brasil foi muito feliz e é cientificamente comprovado que o Bolsa Família tem resultados impressionantes. No entanto, a regra atual de transição é inadequada e não é tão amigável assim ao trabalho. Poderíamos ter regras que facilitem mais essa transição", afirmou Machado.

O jornalista Luiz Guilherme Gerbelli (E) moderou o debate que teve participação de Laura Muller Machado e Fernando de Holanda Barbosa Filho
O jornalista Luiz Guilherme Gerbelli (E) moderou o debate que teve participação de Laura Muller Machado e Fernando de Holanda Barbosa Filho
Foto: Reprodução/Youtube / Estadão

Segundo ela, as inseguranças entre transitar de uma situação de assistência para uma situação de autonomia, ainda que com uma renda maior, gera uma sensação de insegurança financeira e psicológica. "Esse modelo de transição existe, mas acontece de forma muito abrupta", explicou.

Os economistas defendem a adoção de um modelo de saída mais gradual, semelhante ao sistema norte-americano, em que a redução dos benefícios acontece de forma proporcional e progressiva. "Se você não dá essa segurança de uma saída gradual, você desincentiva essa pessoa a tentar dar esse passo adiante", disse Barbosa.

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