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Lucro da Embraer salta quase 25% no 2º tri com receita recorde; grupo eleva projeções para 2026

10 ago 2026 - 07h18
(atualizado às 07h58)

A Embraer registrou lucro líquido ‌ajustado de R$1,11 bilhão para o segundo trimestre de 2026, crescimento de cerca de 25% em relação aos R$890,3 milhões registrados no mesmo período do ano passado, e elevou suas projeções de margem operacional e fluxo de caixa ⁠para 2026.

Segundo balanço divulgado ao mercado nesta segunda-feira, a ‌companhia teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$1,81 bilhão, acima dos R$1,39 bilhão no ‌segundo trimestre do ano anterior.

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A receita ‌aumentou para R$11,34 bilhões, representando crescimento de 10% ⁠ano a ano e alcançando recorde histórico para o segundo trimestre, segundo a empresa.

O Ebit ajustado subiu para R$1,51 bilhão ante R$1,09 bilhão, com expansão de margem para 13,4% sobre 10,6% no ano anterior.

A Embraer destacou que ‌as tarifas de importação dos EUA totalizaram US$8 milhões durante ‌o trimestre e ⁠também registrou um ⁠crédito tributário extraordinário de US$68 milhões. Excluindo tais impactos, a margem ⁠EBIT ajustada teria sido ‌de 10,6%, afirmou.

A empresa ‌entregou 65 aeronaves no período, sendo 20 jatos comerciais e 45 executivos, volume 7% superior ao de um ano antes.

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A carteira de pedidos firmes cresceu 16% ⁠e atingiu US$34,5 bilhões, recorde histórico.

Em fato relevante no mesmo dia, a fabricante de aeronaves disse que espera margem Ebit ajustada entre 10% e 10,6% para 2026, acima da previsão anterior ‌de entre 8,7% e 9,3%.

A previsão de fluxo de caixa livre ajustado foi elevada para US$400 milhões ou ⁠mais para o ano, em comparação com a expectativa anterior de US$200 milhões ou mais.

A empresa manteve as demais estimativas para 2026, prevendo entregas de 80 a 85 aeronaves da aviação comercial e entre 160 e 170 aeronaves no segmento de aviação executiva.

O grupo também espera receita na faixa de US$8,2 bilhões a US$8,5 bilhões.

As estimativas não consideram o desempenho da Eve, uma subsidiária da Embraer que atua no desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.

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