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FAEP cobra crédito emergencial e apoio a produtores após tornado no Paraná

Entidade pede levantamento dos prejuízos, retomada prioritária da energia e medidas dos governos estadual e federal para áreas atingidas

10 ago 2026 - 04h39

O Sistema FAEP cobrou dos governos do Paraná e federal a adoção de medidas emergenciais para atender moradores e produtores rurais afetados pelo tornado registrado no Estado no sábado, 8. Entre as reivindicações estão a criação de linhas de crédito, o levantamento dos prejuízos e a priorização do restabelecimento da energia elétrica nas regiões atingidas.

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As tempestades causaram danos em diferentes municípios paranaenses. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), houve ocorrências em cidades como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora.

De acordo com a Defesa Civil, casas, galpões e granjas foram danificados, enquanto árvores e postes foram derrubados. Também houve propriedades que ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

O Sistema FAEP informou que pretende formalizar, no início desta semana, pedidos às Secretarias estaduais da Agricultura e Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A entidade também reivindica que as Defesas Civis municipais façam um levantamento dos estragos e iniciem o atendimento das comunidades afetadas. Para produtores rurais e demais moradores que tiveram prejuízos, a FAEP defende a disponibilização de crédito emergencial pré-aprovado.

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Em comunicado, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que as áreas urbanas e rurais precisam de uma resposta coordenada do poder público e defendeu prioridade para o restabelecimento da energia. Segundo ele, mecanismos emergenciais de crédito seriam um primeiro passo para permitir a reconstrução e a retomada das atividades nas propriedades afetadas.

Entidade cobra prevenção a eventos extremos

A FAEP também voltou a pedir medidas preventivas diante da ocorrência de fenômenos climáticos extremos no Paraná.

Em julho, representantes de órgãos públicos, entidades e universidades participaram de uma reunião na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para discutir os efeitos do El Niño no Estado e estratégias de prevenção e resposta a eventos como tornados, vendavais e tempestades de granizo.

Participaram do encontro representantes do Sistema FAEP, do Simepar, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), do Comitê de Governança Climática, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), além de integrantes de prefeituras, associações regionais de municípios e universidades.

Na ocasião, segundo a FAEP, foram discutidas ações para dar suporte aos municípios e ampliar o acesso a informações para a população atingida por eventos climáticos.

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No comunicado divulgado após o tornado deste sábado, Meneguette criticou a demora na adoção de medidas efetivas após episódios extremos. "Não adianta fazer reunião e dizer que está equipado, se quando ocorre um tornado não há medidas de auxílio efetivas. Precisamos de ações práticas, de forma ágil", afirmou.

Dados citados pela entidade indicam que o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais na última década. Os eventos alcançaram os 399 municípios do Estado, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e provocaram prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

FAEP cita produtores atingidos por tornado em 2025

Ao cobrar medidas para os afetados pelo fenômeno deste fim de semana, o Sistema FAEP também citou a situação de produtores atingidos pelo tornado que passou pela região Centro-Sul do Paraná em novembro de 2025.

Na ocasião, Rio Bonito do Iguaçu concentrou parte dos estragos, inclusive na zona rural. Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Guarapuava e Candói também registraram danos.

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Segundo a entidade, medidas especiais anunciadas posteriormente pelo governo estadual não alcançaram parte dos agricultores e pecuaristas afetados. Nove meses depois, de acordo com a FAEP, há produtores que ainda não conseguiram acessar mecanismos de apoio para reconstruir suas propriedades.

Em comunicado, Meneguette afirmou que a entidade pretende pressionar os governos estadual e federal para evitar que a situação se repita e buscar alternativas de atendimento aos produtores que tiveram prejuízos.

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