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Minério de ferro recua com dados desanimadores da produção na China

10 ago 2026 - 08h00

Os preços do minério de ‌ferro recuaram nesta segunda-feira, já que dados desanimadores da produção industrial na China -- principal consumidora -- alimentaram preocupações quanto às perspectivas de demanda por essa matéria-prima essencial para a produção de aço.

Uma greve em um ⁠importante centro de exportação de minério de ferro na ‌Austrália amenizou parte da queda.

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O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities ‌de Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno ‌com queda de 0,35%, a 713,5 iuanes (US$105,79) ⁠por tonelada métrica.

O contrato referencial de minério de ferro para setembro operava praticamente estável no início da manhã a US$ 95 por tonelada, permanecendo bem abaixo do importante nível psicológico de US$100 por 15 ‌pregões.

A inflação dos preços ao produtor na China diminuiu ‌mais do que ⁠o esperado ⁠em julho, atingindo seu nível mais baixo em três meses, enquanto ⁠a inflação ao ‌consumidor também foi moderada, ‌à medida que os preços globais da energia recuaram, apesar da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

"Atualmente, a principal força motriz ⁠é a demanda por aço. O consumo doméstico de aço no setor manufatureiro pode encolher mais do que o esperado", afirmaram analistas da Galaxy Futures em uma nota.

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Chuvas torrenciais ‌e tempestades na esteira do tufão Dolphin varreram várias províncias no leste da China, prejudicando as atividades ⁠ao ar livre e o consumo de aço.

No entanto, as perdas nos preços foram limitadas, já que mais trabalhadores aderiram a uma greve nas operações da BHP em Port Hedland, na Austrália Ocidental, no domingo -- a primeira grande ação industrial no centro de exportação de minério de ferro em um quarto de século.

O centro foi responsável por 75% das exportações de minério de ferro da região de Pilbara, na Austrália Ocidental, no ano até junho.

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