Latam deve reduzir oferta de voos em 3% em julho após aumento dos custos de combustível, diz CEO

Em entrevista à Reuters, Jerome Cadier afirmou que a redução ocorre sobre a expectativa inicial de crescimento de 11% em relação ao ano passado

8 jun 2026 - 13h46

A companhia aérea Latam Brasil deve reduzir a oferta de voos em cerca de 3% em julho em relação ao planejamento inicial para o período devido ao aumento dos custos de combustível. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 8, pelo CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Segundo Cadier, a redução ocorre sobre a expectativa inicial de crescimento de 11% em relação ao ano passado. Ele afirmou que isso significa que a empresa ainda ampliará sua capacidade na comparação anual, mas em um ritmo mais lento do que o inicialmente planejado.

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O executivo disse que a medida repete uma redução já observada em junho e deve se estender ao terceiro trimestre.

O CEO da Latam no Brasil, Jerome Cadier.
O CEO da Latam no Brasil, Jerome Cadier.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O aumento nos custos de combustível está relacionado com a guerra no Irã, que já se estende há três meses, e levou companhias aéreas em todo o mundo a reduzirem a oferta de voos e reajustarem os preços das passagens.

Cadier disse à Reuters que os preços dos bilhetes no mercado brasileiro subiram entre 20% e 30%. Segundo ele, esse aumento demora a aparecer nos resultados porque parte das passagens dos voos realizados atualmente foi vendida antes do início do conflito.

De acordo com a agência, o CEO também afirmou que as companhias aéreas contam com uma redução gradual dos impactos da guerra nos próximos trimestres.

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Cadier afirmou ainda que a companhia aérea receberá 12 aeronaves Embraer E195-E2 ainda neste ano, com outras 12 previstas para 2027. Os aviões permitirão a abertura de novos destinos e o aumento da frequência de voos em algumas rotas já existentes.

A divulgação dos destinos que serão atendidos pelas novas aeronaves estava prevista para este mês, mas foi adiada. Segundo o executivo, a decisão não foi "motivada especificamente pela guerra, mas sim por um ambiente mais volátil".

"Estamos, obviamente, sendo mais conservadores nas decisões sobre aumento de capacidade e na alocação dessas aeronaves", disse Cadier à Reuters.

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