De R$ 192 mil até R$ 49 milhões é a curva de preços dos apartamentos lançados na cidade de São Paulo, de acordo com o levantamento feito pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) com os novos empreendimentos residenciais que chegaram ao mercado paulistano em 2025.
"O segmento de altíssimo padrão e superluxo foi o principal responsável por puxar a média do VGV para cima, com projetos premium em bairros nobres", afirma o sócio-diretor da Embraesp, Douglas Menezes, da área de Inteligência e Análise de Mercado, confirmando que o principal motor para o aumento no volume de unidades habitacionais foi o segmento econômico.
O imóvel mais barato é do projeto Plano & Itaquera Ipê, que terá 5 blocos de 24 andares e 1.314 unidades. Com 2 dormitórios, de 33 m² e preço de R$ 5,8 mil por metro quadrado. No Itaquera Amoreira, com 7 blocos de 24 andares e 1.683 unidades, o preço de lançamento foi de R$ 194 mil. Com entrega prevista em 36 meses, foram lançados em setembro de 2025 pela Plano & Plano, responsável pela incorporação, construção e vendas.
Amoreira e Ipê são duas fases do empreendimento em construção num grande terreno, na zona leste de São Paulo, desmembrado em vários condomínios, conta Rodrigo Luna, vice-presidente da Plano & Plano. É um produto concebido para a faixa 1 do MCMV, cujo limite de preço, reajustado neste ano, chega a R$ 275 mil. "Essa é uma das forças da Plano & Plano pela sua capacidade de construção", diz.
"É uma das linhas de maior eficiência da companhia, com qualidade, lazer e preço acessível para famílias de menor renda", diz, lembrando que, na época do lançamento, ofereceu "preços extraordinários" para a compra da casa própria.
O terceiro apartamento mais barato, segundo a Embraesp, saiu por R$ 200 mil no Residencial Estoril, da MRV. Lançado em maio de 2025, em Jurubatuba, na zona sul, com 5 blocos de 17 andares e 1.080 unidades, o preço foi de R$ 5 mil por m² para o dois dormitórios, com área de 40 m².
O metro quadrado a quase R$ 100 mil
No topo do mercado, estão dois projetos localizados nas áreas mais valorizadas. O mais caro é o 280 Art Boulevard, localizado na Avenida Cidade Jardim, lançado pela Benx em outubro, com tíquete de R$ 49 milhões, área útil de 525 m² e preço de R$ 94 mil por m². Terá uma torre de 24 andares com duas coberturas e 20 apartamentos de 4 suítes e 4 vagas.
Em seguida, vem o Vista Parque Ibirapuera, Avenida República do Líbano, lançado em setembro, com preço médio de R$ 27 milhões. Em uma torre de 22 andares, terá seis coberturas e 38 apartamentos. Em média, o valor por m² é de R$ 60 mil para unidades com 4 suítes e área de 450 m². Incorporação, construção e vendas estão a cargo da Kallas, que também atua no MCMV
Rodrigo Nabarro, diretor de Operações da Kallas, diz que o Vista Parque Ibirapuera responde por cerca de R$ 1 bilhão em VGV. Ele também destaca o Uniko Vila Olímpia, voltado ao segmento econômico. Embora destinados a públicos distintos, ele diz que os projetos compartilham um resultado: "É o forte desempenho comercial desde o lançamento". Eles ilustram a estratégia do grupo de aproveitar oportunidades em diferentes faixas de renda. Com Márcia Rodrigues