JPMorgan reduz previsão de lucro para Banco do Brasil e corta preço-alvo da ação para R$22

16 set 2026 - 12h55
Resumo
O JPMorgan reduziu o preço-alvo das ações do Banco do Brasil de R$ 24 para R$ 22 e cortou as projeções de lucro para 2026 e 2027. O ajuste reflete desafios no crédito agrícola, aumento de provisões, alta na inadimplência com cartões e receitas mais fracas da BB Seguridade. Apesar do cenário adverso, a instituição manteve a recomendação neutra para os papéis, respaldada na volatilidade do contexto eleitoral. No pregão, as ações da estatal operavam com leve alta de 0,59%.

Analistas ‌do JPMorgan atualizaram suas previsões para o Banco do Brasil e cortaram o preço-alvo dos papéis para dezembro de 2027 de R$24 ⁠para R$22, vislumbrando uma perspectiva ainda ‌desafiadora para a carteira de crédito do agronegócio.

Para 2026, eles ‌cortaram a previsão ‌do lucro recorrente para R$16,879 ⁠bilhões, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 9%. Em 2027, o lucro é estimado em R$23,524 bilhões, 12% menor do que o ‌calculado anteriormente, com ROE perto de ‌12%.

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Entre os ⁠fatores ⁠para a revisão, os analistas citaram expectativa ⁠de ‌maiores despesas com ‌provisões, lembrando ainda o forte aumento na inadimplência no cartão de crédito no segundo trimestre.

Também apontaram ⁠menor resultado de margem financeira (NII) com o mercado e receitas mais fracas em participações societárias, especialmente da BB Seguridade.

A ‌equipe do banco norte-americano, contudo, manteve a recomendação neutra para os ⁠papéis.

"Embora vejamos desafios para o Banco do Brasil, acreditamos que a volatilidade associada ao cenário eleitoral ainda justifica uma postura mais equilibrada em relação ao papel."

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Na bolsa paulista, por volta de 12h35, as ações do BB mostravam acréscimo de 0,59%, a R$22,17, enquanto o Ibovespa cedia 0,04%. 

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