O JPMorgan reduziu o preço-alvo das ações do Banco do Brasil de R$ 24 para R$ 22 e cortou as projeções de lucro para 2026 e 2027. O ajuste reflete desafios no crédito agrícola, aumento de provisões, alta na inadimplência com cartões e receitas mais fracas da BB Seguridade. Apesar do cenário adverso, a instituição manteve a recomendação neutra para os papéis, respaldada na volatilidade do contexto eleitoral. No pregão, as ações da estatal operavam com leve alta de 0,59%.
Analistas do JPMorgan atualizaram suas previsões para o Banco do Brasil e cortaram o preço-alvo dos papéis para dezembro de 2027 de R$24 para R$22, vislumbrando uma perspectiva ainda desafiadora para a carteira de crédito do agronegócio.
Para 2026, eles cortaram a previsão do lucro recorrente para R$16,879 bilhões, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 9%. Em 2027, o lucro é estimado em R$23,524 bilhões, 12% menor do que o calculado anteriormente, com ROE perto de 12%.
Entre os fatores para a revisão, os analistas citaram expectativa de maiores despesas com provisões, lembrando ainda o forte aumento na inadimplência no cartão de crédito no segundo trimestre.
Também apontaram menor resultado de margem financeira (NII) com o mercado e receitas mais fracas em participações societárias, especialmente da BB Seguridade.
A equipe do banco norte-americano, contudo, manteve a recomendação neutra para os papéis.
"Embora vejamos desafios para o Banco do Brasil, acreditamos que a volatilidade associada ao cenário eleitoral ainda justifica uma postura mais equilibrada em relação ao papel."
Na bolsa paulista, por volta de 12h35, as ações do BB mostravam acréscimo de 0,59%, a R$22,17, enquanto o Ibovespa cedia 0,04%.