A Câmara Baixa da Suíça aprovou o acordo comercial entre a EFTA e o Mercosul após a inclusão de um auxílio de 517 milhões de francos suíços a agricultores locais para mitigar impactos do pacto. A proposta, que já havia passado pela Câmara Alta, teve 118 votos a favor, 66 contra e 10 abstenções. Devido à sensibilidade do setor agrícola no país, a medida ainda deve passar por um referendo popular. A EFTA é integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, e o Mercosul pelo seu núcleo original.
A Câmara Baixa do Parlamento da Suíça aprovou nesta quarta-feira um acordo comercial com o Mercosul, dias depois de a Câmara Alta ter dado seu apoio ao projeto de lei correspondente, que também prevê apoio financeiro aos agricultores suíços.
A Câmara Baixa havia inicialmente rejeitado o acordo com o Mercosul em junho, mas o aprovou depois que os parlamentares incluíram um auxílio financeiro aos agricultores no valor de 517 milhões de francos suíços (US$631 milhões) ao longo de seis anos para amenizar os efeitos do acordo.
A agricultura é uma área política sensível na Suíça, e é provável que o acordo comercial seja submetido a um referendo, de acordo com o sistema de democracia direta do país.
O acordo entre os Estados-membros da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e o núcleo do Mercosul — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — foi aprovado pela Câmara Baixa com 118 votos a favor, 66 contra e 10 abstenções.
A Suíça é a maior economia da EFTA, que também inclui a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein.