J.P. Morgan eleva classificação das ações brasileiras para "overweight" após resultado de 1º turno de eleição presidencial

5 out 2026 - 13h22
(atualizado às 13h45)
Resumo
O J.P. Morgan elevou a recomendação das ações brasileiras para "overweight", prevendo alta de até 20% com a redução da incerteza política após o primeiro turno presidencial. O banco vê um perfil favorável de risco-retorno no país, superior ao de outros mercados latino-americanos, impulsionado por expectativas pró-mercado e potenciais cortes na taxa Selic. A decisão coincidiu com um forte salto do Ibovespa, puxado por estatais e bancos, enquanto a recomendação do Chile caiu para "neutra".

O J.P. Morgan ‌elevou a recomendação das ações brasileiras para "overweight" nesta segunda-feira, revertendo um rebaixamento de agosto, e afirmou que vê um perfil de risco-retorno mais favorável para o mercado após o recente resultado do primeiro turno da eleição presidencial ⁠do país.

A corretora afirmou que a redução da incerteza ‌política a levou a reavaliar os ativos brasileiros, o que motivou a elevação da recomendação de "neutro".

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"Esse potencial de ‌alta é melhor do que o ‌que qualquer outro mercado da América Latina pode ⁠oferecer", escreveram os estrategistas do J.P.Morgan em uma nota.

O Ibovespa subia quase 8,52% no início da tarde desta segunda, colocando o principal índice acionário do maior país da América Latina a caminho de seu maior salto em ‌um único dia desde o início da pandemia. A Petrobras, ‌gigante do setor ⁠de petróleo , ⁠subia 10%, enquanto o banco BTG Pactual disparou 27,78%.

A previsão surge um dia ⁠após o primeiro ‌turno da eleição presidencial, ‌que definiu um segundo turno no dia 25 de outubro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O desempenho de ⁠Flávio no primeiro turno, melhor do que o esperado, impulsionou as expectativas de políticas mais favoráveis ao mercado, sustentando os preços dos ativos brasileiros e melhorando o ânimo dos investidores.

A corretora ‌previu que as ações brasileiras poderiam valorizar entre 12% e 20%. As perspectivas de novas reduções na taxa ⁠Selic, apoiadas por um real mais forte, poderiam impulsionar ainda mais as ações, acrescentou.

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Embora as ações brasileiras tenham ficado atrás de algumas de seus pares dos mercados emergentes em alguns momentos deste ano, o J.P. Morgan afirmou que os recentes desdobramentos políticos o levaram a adotar uma visão mais construtiva em relação à região como um todo.

Enquanto isso, os analistas rebaixaram a recomendação do Chile para "neutra", citando preços mais baixos do lítio, custos mais elevados do petróleo e condições econômicas domésticas moderadas.

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