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Japão não tem planos de reformular alocação de ativos dos fundos de pensão, segundo fontes

13 jul 2026 - 12h57

O Japão não tem planos imediatos de alterar ‌as alocações de ativos de seus fundos de pensão estatais, mas poderia atuar dentro dos limites permitidos para direcionar mais investimentos para ativos domésticos, disseram à Reuters fontes a par das deliberações do governo.

A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou na sexta-feira que o governo buscaria maneiras de incentivar os fundos de pensão, incluindo o Fundo de Investimento de ⁠Pensões do Governo (GPIF), a realizar "investimentos substancialmente maiores em ativos financeiros japoneses".

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A declaração provocou alta no ‌iene e nos títulos, com investidores apostando que bilhões de dólares poderiam ser canalizados para os mercados japoneses por meio do GPIF, o maior fundo de pensão do mundo, ‌que administrava 293,6 trilhões de ienes (US$1,81 trilhão) em ativos ‌em março.

Embora o governo esteja explorando maneiras de impulsionar tais investimentos dentro dos ⁠limites permitidos da carteira de referência, a iniciativa não levará a revisões imediatas dos objetivos de médio prazo do GPIF, afirmaram duas fontes do governo.

"Os mercados reagiram muito mais do que esperávamos", disse a primeira fonte, pontuando que as declarações de Katayama não tinham a intenção de sugerir uma mudança na alocação de ativos. As fontes falaram sob condição de ‌anonimato devido à delicadeza dos temas.

Os comentários de Katayama ocorreram depois que uma versão preliminar ‌do plano econômico do governo ⁠provocou uma onda de ⁠vendas do iene e de títulos, ao dar aos mercados a impressão de que o governo da ⁠primeira-ministra Sanae Takaichi, de linha moderada, pressionaria o ‌banco central a adiar os ‌aumentos das taxas de juros. Um ministro responsável pelo plano foi posteriormente forçado a admitir que o governo ajustará a redação do texto para acalmar o nervosismo do mercado.

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O GPIF tem a missão de investir exclusivamente no interesse dos beneficiários de aposentadoria ⁠e não pode utilizar seus ativos para promover objetivos de política governamental.

De acordo com seu atual plano de gestão de médio prazo, o GPIF aloca 25% para títulos nacionais, 25% para títulos estrangeiros, 25% para ações nacionais e 25% para ações estrangeiras. Para os títulos nacionais, permite uma variação de seis ‌pontos percentuais em relação à alocação-alvo.

A primeira fonte não descartou a possibilidade de direcionar uma parcela maior dos recursos do GPIF para títulos nacionais dentro dessa faixa permitida.

Mas ele ⁠ressaltou que as decisões de investimento dos fundos de pensão precisam ser cautelosas e que mesmo mudanças dentro da faixa de desvio permitida exigem justificativas convincentes.

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"Mesmo que isso não leve a uma revisão de sua carteira básica, é possível que o GPIF aumente os investimentos no mercado interno dentro do escopo da discricionariedade existente", disse Takahide Kiuchi, economista executivo do Nomura Research Institute, acrescentando que o governo poderia incentivar o GPIF a fazer tais aumentos.

"Dado o aumento das taxas de juros de longo prazo, os títulos do governo japonês se tornaram ativos seguros relativamente atraentes, oferecendo retornos mais elevados", disse ele.

A supervisão do fundo cabe ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. O ministério se negou comentar quando questionado se o governo está considerando mudanças na alocação de ativos do GPIF.

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