O Itaú Unibanco não tem nenhuma preocupação prospectiva com os índices de inadimplência do banco e trabalha com uma perspectiva de "super estabilidade" nos indicadores de atraso, afirmou o presidente-executivo da instituição, Milton Maluhy Filho, nesta quarta-feira.
"Nosso portfólio foi construído de tal forma que estamos crescendo naqueles clientes em todos os segmentos mais resilientes, o que segura naturalmente o atraso", afirmou o executivo, em coletiva de imprensa após divulgação do resultado do período de abril a junho na noite da véspera, que mostrou o índice de inadimplência acima de 90 dias em 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo.
Apesar da visão de um ambiente desafiador e de um olhar cauteloso, Maluhy Filho afirmou que a carteira de crédito do banco deve crescer acima do ponto médio do guidance se continuar no ritmo atual.
"Mas ainda temos dois trimestres, num cenário desafiador...vamos acompanhar para ver", acrescentou, reforçando que o banco nunca esteve tão preparado para qualquer que seja o cenário que venha pela frente.
A carteira de crédito do Itaú somava R$1,5 trilhão ao final de junho, alta de 9,6% na base anual e de 2,7% na comparação trimestral. O banco reiterou sua projeção para o ano de aumento de 5,5% a 9,5% do portfólio.
"Se a oportunidade de crescer, enfim, aparecer, vamos crescer e crescer rápido, com qualidade. Por quê? Porque temos 'funding', porque temos capital... Se o cenário deteriorar, também tendemos a performar melhor. Por quê? Porque temos uma carteira de crédito com uma qualidade superior ao sistema, sempre com esse olhar de longo prazo, com um balanço robusto, com capital e resultado capaz de absorver."
Na bolsa paulista, as ações do Itaú Unibanco avançavam mais de 1% nos primeiros negócios.