Atividade econômica no Brasil tem alta de 0,7% em novembro, acima do esperado, mostra BC

16 jan 2026 - 09h12
(atualizado às 09h45)

A atividade econômica brasileira cresceu mais do que o esperado em novembro de 2025 depois de dois meses seguidos de quedas mesmo em meio à taxa de juros elevada, mostraram dados do Banco Central ‌nesta sexta-feira.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,7% em novembro sobre o ‌mês anterior, segundo dado dessazonalizado informado pelo BC.

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A leitura foi melhor do que a expectativa de economistas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,30%, depois de quedas de 0,1% em setembro e novembro.

Apesar do resultado de novembro, analistas esperam uma desaceleração da economia brasileira em meio à política monetária restritiva. O Banco ‍Central realiza a primeira reunião de 2026 nos dias 27 e 28 de janeiro e a expectativa em geral é de manutenção da Selic no atual patamar de 15%, com investidores em busca de indicações sobre o início do ciclo de cortes.

"Esse resultado, em conjunto com o dado de ‌inflação divulgado na semana passada, praticamente elimina a possibilidade de um corte ‌da Selic em janeiro", afirmou André Valério, economista sênior do Inter, referindo-se à alta de 0,33% do IPCA em dezembro, com o indicador encerrando 2025 com avanço acumulado de 4,26%, acima do centro da meta, de 3%, mas abaixo do teto de 4,5%.

"Ainda assim, acreditamos que as condições para o início da flexibilização da política monetária estão dadas, o que deve ocorrer a partir da reunião de março."

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A abertura dos dados do BC mostrou que em novembro houve ganhos sobre outubro nos indicadores de indústria e serviços, respectivamente de 0,8% e 0,6%. O IBC-Br de Agropecuária, por outro lado, caiu 0,3%.

Os dados do BC destoam daqueles divulgados pelo IBGE, uma vez que, em novembro, o volume de serviços recuou 0,1% e interrompeu nove meses de ganhos, enquanto a produção industrial ficou estagnada, segundo o instituto.

O destaque nos dados do IBGE foi o varejo, com crescimento das vendas acima do esperado de 1,0%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1,2%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,4%, de acordo com números não dessazonalizados.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo ‌Banco Central mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2025 é de 2,26%, indo a 1,80% em 2026.

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O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.

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