IGP-M passa a subir 1,57% em setembro com pressão ao consumidor e ao produtor, diz FGV

29 set 2026 - 08h29
Resumo
O IGP-M registrou alta de 1,57% em setembro após recuar 0,22% no mês anterior, acumulando 3,34% em 12 meses, segundo a FGV. A virada foi impulsionada pela pressão nos preços ao produtor e ao consumidor. O IPA avançou 2,08%, puxado pela soja, milho e carne bovina, enquanto o IPC subiu 0,50%, pressionado pelo fim do efeito do Bônus de Itaipu na energia elétrica. Já o INCC desacelerou para 0,25%.

O Índice ‌Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 1,57% em setembro, depois de ter registrado queda de 0,22% no mês anterior, sob pressão tanto dos preços ao produtor como ao consumidor, ⁠mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ‌nesta terça-feira 

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 1,55%, e ‌com o resultado do mês ‌o índice passou a acumular em ⁠12 meses avanço de 3,34%.

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O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 2,08% em ‌setembro, depois de ter caído 0,34% no ‌mês anterior.

"No IPA, ⁠as ⁠matérias- primas brutas avançaram 3,61%, com destaque para soja, ⁠milho e carne ‌bovina", explicou Matheus ‌Dias, economista do FGV IBRE.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, teve ⁠alta de 0,50% em setembro, de queda de 0,41% em agosto, com o fim do efeito do Bônus de Itaipu nas contas de energia ‌elétrica.

O bônus é um valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ⁠ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior.

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,25%, de uma alta de 0,85% em agosto.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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