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Ibovespa sobe em meio a balanços com Itaú entre destaques

5 ago 2026 - 11h31
(atualizado às 12h25)

O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, com uma bateria de resultados corporativos sob ‌os holofotes, incluindo o balanço do Itaú Unibanco, que figurava entre os principais suportes positivos do dia após reportar um desempenho sólido no segundo trimestre.

Por volta de 12h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,52%, a 178.823,76 pontos.

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Investidores da bolsa paulista também estão na expectativa do desfecho da reunião de política monetária do Banco Central que será conhecida no final do dia, principalmente o comunicado que acompanhará o anúncio sobre decisão sobre a Selic. 

Projeções de economistas  apontam um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa básica de juros para 14% ⁠ao ano. 

"O comunicado será decisivo para sinalizar o ritmo e a continuidade do ciclo de flexibilização monetária", afirmou a equipe da Genial Investimentos em ‌relatório a clientes.

No exterior, o índice acionário norte-americano S&P 500 avançava 0,24%, com expectativas de avanço nas negociações no Oriente Médio, que compensavam a queda nas ações da SpaceX e da AMD, após previsões divulgadas pelas empresas. 

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DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN avançava 2,42%, após reportar lucro de R$12,4 ‌bilhões no segundo trimestre, alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano ‌passado, com melhora na rentabilidade, expansão da carteira de crédito e inadimplência estável na comparação ano a ano. O presidente-executivo do banco, Milton ⁠Maluhy Filho, afirmou nesta quarta-feira que o banco não tem qualquer preocupação prospectiva com a inadimplência de clientes da instituição e trabalha com uma perspectiva de "super estabilidade" nos indicadores de atraso. No setor, BRADESCO PN, que divulga o balanço após o fechamento, subia 0,56%.

• PETROBRAS PN recuava 0,35%, acompanhando a fraqueza dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent era negociado a US$78,40, com declínio de 1,21%. No setor, PRIO ON avançava 0,91%, tendo no radar o balanço do segundo trimestre, que registrou um salto no lucro para US$392,7 milhões. ‌BRAVA ON cedia 1,64%, em pregão marcado pelo leilão da oferta pública (OPA) a ser realizada pela colombiana Ecopetrol para aquisição do controle da petrolífera, que ‌também divulga seu resultado do segundo trimestre após ⁠o fechamento.

• VALE ON subia 0,25%, ⁠em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China.

• RD SAÚDE ON valorizava-se 4,79%, com agentes financeiros também analisando o desempenho do grupo ⁠de varejo farmacêutico no segundo trimestre, com lucro líquido ajustado de R$432,7 milhões, alta ‌de 7,4% ano a ano.

• EMBRAER ON era ‌negociada em alta de 2,46%, engatando o quinto pregão seguido de valorização, enquanto segue o tom positivo para a companhia. Na véspera, a Latam Brasil anunciou a primeira fase da implementação dos jatos Embraer E195-E2 em sua malha doméstica, com a incorporação gradual de 14 aeronaves do modelo, que serão utilizadas em 42 rotas no país, incluindo oito novas ligações. Também na terça-feira a Embraer anunciou ⁠que assinou um acordo para vender dois cargueiros KC-390 Millennium para Fuerza Aeroespacial Colombiana (FAC).

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• KLABIN UNIT avançava 2,19%, tendo também como pano de fundo o resultado do segundo trimestre, que mostrou Ebitda ajustado somou R$1,96 bilhão, acima da média das projeções compiladas pela LSEG, de R$1,77 bilhão.

• GERDAU PN caía 0,89%, mesmo após divulgar lucro R$1,5 bilhão no segundo trimestre, 69,7% acima do registrado um ano antes e em linha com as estimativas do mercado. O conselho de administração também aprovou dividendo de ‌R$0,23 por ação e cancelamento de quase 7 milhões de papéis preferenciais, sem redução do capital social. Executivos do grupo afirmaram que a Gerdau deve concluir neste trimestre o projeto de expansão de sua capacidade de mineração em Miguel Burnier (MG) e já negocia com potenciais compradores ⁠brasileiros e do exterior interessados no minério de ferro excedente da instalação.

• C&A ON perdia 6,48%, em pregão também marcado pela repercussão do balanço do segundo trimestre, que mostrou lucro de R$130,1 milhões, 4,3% superior em relação ao obtido um ano antes. O indicador de vendas em mesmas lojas de vestuário da C&A subiu 4,1%, contra alta de 17% um ano antes. Em mercadorias, a alta ficou em 0,4%, ante avanço de 15% no mesmo período do ano anterior.

• TENDA ON, que não faz parte do Ibovespa, disparava 7,56%, após mostrar lucro de R$179 milhões no segundo trimestre, queda de 12,2% sobre o mesmo período de 2025, mas o resultado veio melhor que o esperado pelo mercado. A construtora também elevou previsões para 2026 como um todo. No setor, MRV&CO ON valorizava-se 2,6%, em dia positivo para outras construtoras. O índice do setor imobiliário na B3 subia 1,24%.

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• GPA ON saltava 8,73%, a R$2,99, com o balanço também sob os holofotes. O Ebitda ajustado subiu 7,3%, para R$450 milhões no segundo trimestre, com a margem passando de 9% para 10,6% na comparação ano a ano. O varejista de alimentos, que acertou em março um plano de recuperação extrajudicial para equacionar sua estrutura de capital, afirmou que espera para o terceiro trimestre a homologação do plano para emissão das novas debêntures e captação de novos recursos.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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