Ibovespa recua com petróleo retomando alta no exterior

26 mai 2026 - 10h09
(atualizado às 11h34)

O Ibovespa retomava ‌o sinal negativo nesta terça-feira, após orbitar os 178 mil pontos na véspera, com os preços do petróleo voltando a superar US$100 no mercado internacional após ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã.

Por volta de 11h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,99%, a 176.050,01 pontos. O volume financeiro somava R$6,18 ⁠bilhões. 

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Apostas de que EUA e Irã estavam se aproximando de um acordo de ‌paz que reabriria o Estreito de Ormuz endossaram uma forte queda dos preços do petróleo na véspera, embora Washington e Teerã tenham minimizado a chance de ‌um desfecho iminente.

Nesta terça-feira, porém, os mercados abriram ‌com a notícia de que as Forças Armadas dos EUA realizaram ataques ⁠ainda na segunda-feira no sul do Irã contra alvos que incluíram barcos que tentavam colocar minas e locais de lançamento de mísseis.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou em um comunicado que os EUA violaram o cessar-fogo com ataques na província de Hormozgan, no sul do Irã. Como resultado, o barril ‌do Brent avançava 4,18%, a US$100,16.

"Continuamos girando em círculos", afirmou a analista sênior Ipek ‌Ozkardeskaya, do Swissquote, em relatório ⁠a clientes. "É frustrante, ⁠porque autoridades dos EUA estão jogando com os mercados e com a narrativa da mesma ⁠forma que um gato brinca com um ‌rato, e há muito pouco ‌que os investidores possam fazer a respeito", acrescentou.

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Em Wall Street, o S&P 500 avançava 0,82% na volta do fim de semana prolongado pelo feriado na segunda-feira, com o otimismo alimentado pelo setor de inteligência artificial ofuscando ⁠as preocupações com o Oriente Médio. 

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,29%, com o setor como um todo em queda no Ibovespa, após desempenho robusto na véspera. BRADESCO PN cedia 1,66%, BANCO DO BRASIL ON perdia 1,76% e SANTANDER BRASIL UNIT era negociada em baixa de 1,41%. O ‌índice do setor financeiro cedia 1,38%, pressionado ainda pelo declínio de 1,27% dos papéis da B3.

• PETROBRAS PN registrava variação positiva de 0,05% e PETROBRAS ON ⁠subia 0,45%, em meio à alta do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON avançava 1,1%, enquanto BRAVA ON caía 1,05% e PETRORECONCAVO ON perdia 4,78%.

• VALE ON mostrava decréscimo de 0,68%, em dia de queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian recuou 1,95%. No setor, CSN MINERAÇÃO ON valorizava-se 0,89% e CSN ON avançava 0,74%, enquanto USIMINAS PNA recuava 0,7% e GERDAU PN caía 1,08%.

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• C&A ON cedia 4,44%, após alta expressiva na véspera (+6,70%), em ajuste influenciado pelo avanço nas taxas dos DI. O índice de consumo da B3 recuava 1,31%.

• AMBEV ON avançava 0,37%, endossada por relatório do BTG Pactual elevando a recomendação dos papéis para compra e o preço-alvo de R$17 para R$20.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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