Ibovespa recua com exterior no radar

7 out 2026 - 10h18
(atualizado às 11h59)
Resumo
O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, alinhado à aversão ao risco no exterior, com Wall Street em baixa e cautela antes da ata do Federal Reserve. O rali das eleições perde força no cenário doméstico, enquanto investidores monitoram articulações para o segundo turno e a agenda fiscal. As perdas do índice foram pressionadas pelo recuo de grandes bancos e da Vale, enquanto a Petrobras oscilou e a Magazine Luiza liderou os ganhos, beneficiada pelo alívio nas taxas dos juros futuros.

O Ibovespa opera em queda nos primeiros ‌negócios desta quarta-feira, refletindo o ambiente de aversão ao risco nos mercados globais, à medida que o rali pós-primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras perde força.

Às 11h44, o índice de referência do mercado acionário brasileiro recuava 0,54%, a 204.730,48 pontos.

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Na mínima, o Ibovespa atingiu 204.603,90 pontos, enquanto, na máxima, chegou a 206.877,47 pontos.

O desempenho ⁠negativo da bolsa brasileira acompanha a tendência observada nos índices acionários de Wall Street, ‌que caem com o avanço dos rendimentos dos Treasuries e dos preços do petróleo no mercado internacional. No horário acima, o S&P 500 caía 0,66%.

Os investidores ‌aguardam com cautela a ata da reunião de ‌setembro do Federal Reserve. Na ocasião, o banco elevou os juros pela ⁠primeira vez desde 2023.

O documento, que será divulgado 15h, será analisado de perto por investidores em busca de sinais sobre possíveis movimentos na taxa de juros nos próximos meses.

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Na cena doméstica, o destaque continua sendo a disputa presidencial.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu apoio dos partidos Novo, União e PP para o segundo turno e participa ‌de reunião da bancada do PL. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ‌terá reunião com jovens deputados ⁠eleitos e pode ⁠participar de encontro do diretório do PT.

"O cenário doméstico continua construtivo para Bolsa e real, mas ⁠a intensidade do movimento tende a diminuir ‌após a forte reprecificação observada ‌no início da semana", disse o banco Daycoval, em nota.

Segundo o banco, a partir de agora, uma possível sustentação da tendência de alta vista no início da semana por conta do resultado do primeiro turno dependerá dos ⁠fundamentos.

"As primeiras pesquisas do segundo turno, a evolução da campanha e, principalmente, os sinais sobre a agenda fiscal serão determinantes para definir se o movimento terá continuidade", disse o Daycoval.

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DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuava 0,06% e PETROBRAS ON subia 0,35%, enquanto, no exterior, com o Brent operava em ‌alta de 1,31%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,46%, BRADESCO PN recuava 1,62%, SANTANDER BRASIL UNIT perdia 1,92% e BTG PACTUAL tinha queda de 0,99%, revertendo parte dos ⁠ganhos observados nas últimas duas sessões. BANCO DO BRASIL ON, que liderou as perdas na véspera, se desvalorizava 1,46%.

• VALE ON recuava 2,4%, sem a referência do mercado chinês. No setor, USIMINAS PNA recuava 1,64%, enquanto GERDAU PN registrava queda de 1,41%.

• PRIO ON subia 0,98%, após a companhia arrematar blocos Magnetita e Hematita, ambos na Bacia de Campos, em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em Magnetita, a empresa ofertou excedente em óleo de 32,8% para a União, com ágio de 132,79%, enquanto em Hematita apresentou proposta de 7,18%, equivalente a ágio de 315,03%.

• MAGAZINE LUIZA ON subia 3,68%, liderando os ganhos do Ibovespa, em meio ao recuo das taxas curtas dos juros futuros.

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