O Ibovespa recuava nesta quinta-feira, em pregão marcado pela repercussão de nova bateria de resultados corporativos.
Sabesp estava entre as maiores pressões negativas após divulgar na véspera o balanço do segundo trimestre, assim como Banco do Brasil, que mostrou inadimplência ainda pressionada, enquanto Rede D'Or era um contrapeso positivo com a repercussão positiva do resultado.
Por volta de 12h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,49%, a 166.663,08 pontos, tendo já oscilado entre a mínima de 166.566,77 pontos e a máxima de 168.515,49 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$10,6 bilhões.
Na pauta macro local, as vendas no varejo cresceram acima do esperado em junho, de acordo com o IBGE, com alta de 0,45% em relação a maio e de 2,9% ante o mesmo período de 2025.
No exterior, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,45%, enquanto o barril do petróleo sob o contrato Brent era negociado em baixa de 1,11%, a US$87,99.
DESTAQUES
• SABESP ON recuava 7,7%, após reportar lucro líquido de R$1,46 bilhão no segundo trimestre, resultado 31,4% abaixo do obtido um ano antes, mas praticamente dentro do esperado pelo mercado, em meio à corrida da companhia para concluir investimentos bilionários para atender metas de universalização de serviços no Estado de São Paulo até 2029.
• BANCO DO BRASIL ON caía 3,68%, mesmo com lucro acima do esperado no segundo trimestre, que mostrou uma inadimplência ainda pressionada, principalmente nos segmentos agro e pessoa física. O BB reiterou suas previsões para o ano e afirmou que espera uma melhora relevante nas provisões do agronegócio apoiada principalmente pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado.
• REDE D'OR ON valorizava-se 5,94%, na esteira do balanço do segundo trimestre, com lucro líquido ajustado de R$1,3 bilhão no segundo trimestre de 2026, valor 8,5% superior ao visto no mesmo período do ano anterior.
• HAPVIDA ON desabava 23,38%, em meio ao tombo de 95,8% no lucro do segundo trimestre ante igual intervalo de 2025, para R$12,5 milhões, em resultado marcado também por aumento do endividamento.
• MINERVA ON caía 5,47%, após o balanço do segundo trimestre da maior exportadora de carne bovina da América do Sul mostrar lucro líquido de R$197 milhões, queda de 57% em relação ao mesmo período do ano anterior.
• CSN ON subia 2,78%, em meio à análise do prejuízo líquido de R$773,1 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$130,4 milhões registrado no mesmo período do ano passado. CSN MINERAÇÃO ON, que também divulgou balanço, recuava 5,18%.
• AZZAS 2154 ON perdia 3,97%, após mostrar queda de 62,5% no lucro do segundo trimestre, para R$107 milhões. A receita líquida recorrente caiu 8,2%.
• MRV&CO ON avançava 10,95%, tendo no radar lucro líquido ajustado de R$73,8 milhões no segundo trimestre, quando excluídos impairments dos ativos da Resia e outros ajustes. A companhia afirmou que as transações de venda de ativos já anunciadas devem reduzir a dívida líquida consolidada para cerca de R$4,6 bilhões, em comparação com a dívida de R$5,9 bilhões registrada no segundo trimestre.
• COGNA ON subia 4,43%, na esteira do lucro líquido ajustado de R$210,2 milhões no segundo trimestre, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, com expansão de dois dígitos na receita consolidada, com destaque para o desempenho da operação de educação básica.
• RUMO ON registrava elevação de 4,09%, após divulgar lucro líquido ajustado de R$688 milhões para o segundo trimestre, resultado 5,8% abaixo do obtido um ano antes, mas acima do esperado pelo mercado.
• ULTRAPAR ON ganhava 2,98%, em meio à alta de 46% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$1,7 bilhão, ainda impulsionada pelos efeitos de recuperação do mercado de combustíveis após o lançamento de operações contra o comércio ilegal a partir do segundo semestre do ano passado.