Ibovespa fecha em queda com exterior

9 set 2026 - 17h07
(atualizado às 17h35)
Resumo
Contaminado pelo cenário externo negativo e tensões no Oriente Médio, o Ibovespa recuou 0,93%, aos 185.629,04 pontos. A disparada do petróleo Brent acima de US$ 100 reacendeu temores sobre a inflação global e juros nos EUA, reduzindo o apetite a risco e derrubando os setores bancário e imobiliário. Em contrapartida, Petrobras e CSN subiram, limitando perdas. No plano doméstico, os investidores monitoraram a entrada líquida de capital estrangeiro e as recentes turbulências jurídicas no STF.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, ‌contaminado pelo viés mais negativo no exterior, com o barril do petróleo superando os US$100. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,93%, a 185.629,04 pontos, tendo marcado 187.362,44 na máxima e 184.810,27 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$26,7 bilhões.

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Em meio a uma nova escalada nos conflitos no Oriente Médio, o barril de petróleo sob o contrato Brent avançou para US$101,21 (+3,36%), adicionando preocupações com a oferta ⁠da commodity e seus impactos na inflação global. 

Na visão do especialista em investimentos Augusto Parente, fundador da AW Capital, ‌o movimento do petróleo eleva expectativas de inflação mais alta ao redor do mundo, impactando diretamente a chance de o Federal Reserve subir os juros neste mês.

Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,48%, enquanto ‌o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados ‌Unidos marcava 4,8406% no final do dia, de 4,804% na véspera.

A apreensão com os reflexos do ⁠avanço do petróleo minou o apetite a risco na sessão, o que corroborou ajustes na bolsa paulista, após desempenho mais robusto na véspera, quando o Ibovespa marcou uma máxima intradia desde o final de abril. 

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Dados da B3 disponibilizados nesta quarta-feira mostraram que o fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras segue positivo, com uma entrada líquida de R$5,3 bilhões em setembro até o dia 4.

Brasília também continua ocupando as atenções, com investidores ainda ‌buscando avaliar os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) na corrida presidencial. 

Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino, do ‌STF, determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao ⁠cargo de diretor-geral da Polícia ⁠Federal um dia após o colega da corte, André Mendonça, ter ordenado o afastamento dele do cargo.

No final da tarde, ⁠o presidente do STF, ministro Edson Fachin, cassou as decisões ‌de Mendonça e Dino sobre o ‌diretor-geral da PF.

DESTAQUES

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• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,98%, em pregão de ajustes após sete altas seguidas, com o setor como um todo no Ibovespa com sinal negativo. BRADESCO PN caiu 2,36%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,86%, SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 1,41% e BTG PACTUAL UNIT fechou negociado com declínio ⁠de 2,43%. Investidores também estão atentos a possíveis medidas do Banco Central para lidar com o endividamento da população.

• PETROBRAS PN subiu 0,69% e PETROBRAS ON avançou 0,85%, apoiadas mais uma vez pelo movimento dos preços do petróleo no mercado internacional. O governo brasileiro também publicou nesta quarta-feira medida provisória que destina R$6,6 bilhões para subvenções de produção e importação de combustíveis, bem como decreto reduzindo temporariamente ‌em R$0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zerando as contribuições sobre o etanol hidratado.

• VALE ON fechou com acréscimo de 0,1%, em sessão marcada pela fraqueza dos futuros ⁠do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian fechou o pregão diurno com queda de 0,27%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON avançou 7,4%, tendo ainda de pano de fundo relatório de analistas do BTG Pactual iniciando uma recomendação tática de compra para os papéis.

• TENDA ON caiu 6,03%, em pregão negativo para construtoras na bolsa paulista, com DIRECIONAL ON também na ponta negativa, com recuo de 4,37%. O índice do setor imobiliário fechou em queda de 2,56%, tendo no radar a alta das taxas dos contratos de DI. A Tenda também informou na véspera que Marcos Cruz assumiu a posição de presidente-executivo da companhia, em sucessão a Rodrigo Osmo.

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• YDUQS ON avançou 2,51%, referendada por relatório de analistas do JPMorgan reiterando recomendação "overweight" para os papéis, bem como o preço-alvo de R$17 e a preferência pelas ações em relação aos papéis da Cogna, citando uma perspectiva melhor para o segundo semestre. COGNA ON, que também tem recomendação "overweight" do JPMorgan, recuou 3,27%.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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