Ibovespa fecha em alta com aval externo e nova pesquisa eleitoral

21 set 2026 - 17h05
(atualizado às 17h42)
Resumo
O Ibovespa subiu 0,74%, aos 186.595 pontos, impulsionado pelo alívio nos juros dos Treasuries norte-americanos e pela queda do petróleo no exterior. No cenário doméstico, o mercado repercutiu a pesquisa eleitoral BTG/Nexus que apontou disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, alimentando apostas de melhora fiscal. O setor financeiro avançou, liderado por Itaú e BTG, enquanto Petrobras e Vale recuaram, pressionadas pelas commodities. O Boletim Focus reduziu a projeção da Selic para 2026 a 13,50%.

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, ultrapassando os ‌187 mil pontos no melhor momento, em meio a um ambiente favorável a risco no mercado internacional, com alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e queda dos preços do petróleo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,74%, a 186.595,60 pontos, com investidores também repercutindo nova pesquisa eleitoral. Na máxima do dia, chegou a 187.434,25 pontos. Na mínima, marcou 185.246,81 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$27,79 bilhões.

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Nos Estados Unidos, o índice acionário S&P 500 encerrou com acréscimo de 1,49%, ⁠apoiado por ações de empresas ligadas à inteligência artificial, em sessão marcada pelo recuo nos preços do petróleo, o que apoiou a ‌queda nos rendimentos do Treasuries, como título de 10 anos marcando 4,953% no final do dia, de 4,996% na sexta-feira. 

De acordo com o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, embora a cotação do petróleo siga em patamar elevado, o ‌movimento de queda favorece uma melhora no humor externo, uma vez que apoia ‌perspectivas mais positivas para a inflação e para a curva de juros, com reflexos no apetite a risco. 

Na cena ⁠eleitoral brasileira, nova pesquisa BTG/Nexus mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial de outubro e seguiu numericamente à frente no segundo turno por um ponto percentual, embora ambos permaneçam em empate técnico. Também está previsto para a sessão um novo levantamento Quaest sobre a disputa pelo Palácio do Planalto. 

A disputa acirrada indicada em pesquisas até o momento, com melhora principalmente no desempenho de Flávio, tem repercutido positivamente na bolsa, ‌uma vez que alimenta apostas de mudança no poder em Brasília. De acordo com Perri, a possibilidade de vitória de Flávio endossa perspectivas ‌fiscais melhores.

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Ainda no radar do dia, pesquisa ⁠Focus mostrou que economistas consultados pelo ⁠Banco Central passaram a ver a Selic em 13,50% ao ano ao final de 2026, de 13,75% estimados na semana anterior, entre outros ajustes ⁠nas projeções para o crescimento da economia e para a inflação neste ‌ano.

Dados da B3 mostraram nova saída líquida ‌de estrangeiros das ações brasileiras no último dia 17,  reduzindo o saldo positivo acumulado em setembro para R$5,597 bilhões, de R$6,287 bilhões até o dia 16.

DESTAQUES

• ITAÚ PN fechou em alta de 1,77%, com a maioria dos bancos do Ibovespa no azul. BTG PACTUAL UNIT avançou 3,42%, SANTANDER BRASIL UNIT subiu 1,53% e BRADESCO PN encerrou com acréscimo de 0,94%. ⁠A exceção foi BANCO DO BRASIL ON, que terminou com declínio de 0,91%, tendo no radar dados operacionais da BB Seguridade. Analistas do Bank of America também afirmaram que continuam seletivos sobre bancos na América Latina, acrescentando que, no Brasil, preferem Itaú, "dada sua rentabilidade, balanço sólido e execução de primeira linha", enquanto mantêm uma postura cautelosa em relação ao Banco do Brasil, "devido às pressões sobre a qualidade dos ativos".

• VALE ON recuou 1,12%, em ‌meio ao movimento modesto dos futuros do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON saltou 6,5% e foi o destaque positivo após duas quedas seguidas, sendo que apenas na sexta-feira o papel caiu 6,4%. ⁠USIMINAS PNA fechou com acréscimo de 0,14% e GERDAU PN avançou 0,71%.

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• PETROBRAS PN caiu 1,03%, em mais um pregão de queda dos preços do petróleo no mercado internacional, onde o barril sob o contrato Brent fechou com declínio de 3,4%, a US$100,34, em meio a expectativa de avanços diplomáticos na crise com o Irã. No noticiário, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, afirmou à Reuters que o petróleo descoberto no poço de Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, é de "altíssima qualidade", talvez melhor que o do pré-sal. A campanha exploratória para poços adjacentes a Morpho deve começar no ano que vem.

• C&A ON avançou 6,6%, em pregão positivo para ações sensíveis a juros em meio ao alívio nas taxas dos DIs. O índice de consumo da B3 subiu 1,9%.

• BB SEGURIDADE ON caiu 2,55%. Analistas do Citi chamaram a atenção para dados da Susep mostrando que a companhia teve queda de 19% no lucro líquido em julho ante o mesmo período do ano passado, refletindo parcialmente resultados financeiros mais fracos da BrasilPrev, enquanto os prêmios no segmento rural caíram 40% ano a ano, sinalizando demanda mais fraca após o novo Plano Safra.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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