Dólar cai a R$5,1080 sob influência do exterior

21 set 2026 - 17h26
Resumo
O dólar à vista caiu 0,72% nesta segunda-feira, fechando a R$ 5,1080, influenciado pelo alívio externo com a queda dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, além de expectativas de um acordo entre EUA e Irã. No cenário doméstico, o mercado repercutiu a pesquisa BTG/Nexus que apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, fortalecendo o "trade eleitoral" que tende a pressionar a moeda para baixo diante da preferência dos investidores pela oposição. No ano, a divisa acumula baixa de 6,94%.

O dólar fechou a ‌segunda-feira em baixa e novamente na faixa dos R$5,10, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries e da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior.

No Brasil, uma nova pesquisa eleitoral reforçou o cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.

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O dólar ⁠à vista encerrou a sessão com queda de 0,72%, a R$5,1080. No ano, a divisa ‌passou a acumular baixa de 6,94%.

Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente 3o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,79% na B3, aos R$5,1170.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada ‌pela manhã mostrou Lula com 46% das intenções de ‌voto em uma simulação de segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). ⁠Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, eles estão em empate técnico. No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio somava 45%.

Nas últimas semanas, a percepção de fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado "trade eleitoral", que se traduz no avanço do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos ‌Interfinanceiros). Isso porque Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga ‌sua reeleição como um empecilho ⁠para o controle ⁠das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

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No início da noite desta segunda-feira será divulgado novo levantamento da ⁠Quaest sobre a disputa pelo Planalto.

No mercado ‌de predição Polymarket, sediado nos ‌Estados Unidos, Flávio tinha 61% das apostas de vitória nesta tarde, contra 38% de Lula.

O recuo do dólar nesta segunda-feira, porém, esteve ligado principalmente à baixa das cotações também no exterior, com investidores se apegando à possibilidade de um acordo ⁠de paz entre EUA e Irã nesta semana, quando haverá reunião da ONU em Nova York.

Ainda que permaneça em níveis elevados, o petróleo Brent cedeu para a faixa dos US$100 o barril e os rendimentos dos Treasuries caíram, enquanto os principais índices de ações em Nova York avançaram.

Nos mercados ‌de moedas, isso se traduziu na baixa do dólar ante divisas como o real, o peso chileno, o won coreano e o rand sul-africano, entre outras.

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"(Temos) queda dos ⁠rendimentos dos Treasuries, queda do petróleo, bolsas na Europa fechando majoritariamente em alta e Nova York também indo bem", citou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

"Então, a queda (do dólar ante o real) reflete o exterior. Estamos absolutamente alinhados com a performance do dólar lá fora", acrescentou.

Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1381 (-0,14%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1028 (-0,82%) às 13h09. No restante da tarde, manteve-se pouco acima dos R$5,10.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

Às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,16%, a 100,430.

(Edição de Isabel Versiani)

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