O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, renovando máximas históricas, com os papéis da Vale e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.
O rali no pregão da B3 ganhou fôlego à tarde, após decisão da Suprema Corte norte-americana, que declarou ilegais parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,06%, a 190.534,42 pontos, novo recorde de fechamento, tendo marcado 190.726,78 na máxima, novo topo intradia, após 186.700,34 na mínima do dia. Na semana, encurtada pelo Carnaval, avançou 2,18%.
O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$36,16 bilhões.
Nos EUA, uma maioria de juízes da Suprema Corte manteve a decisão de um tribunal inferior de que o uso de uma lei de 1977 destinada a ser usada em emergências nacionais pelo presidente republicano excedeu sua autoridade.
Em resposta, Trump afirmou que irá impor uma tarifa global de 10% por 150 dias para substituir algumas das taxas que foram derrubadas pela Suprema Corte. Ele disse que seu decreto será emitido com base na Seção 122 da Lei Comercial de 1974.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a decisão da Suprema Corte dos EUA é "muito importante" para o Brasil e a nova tarifa de 10% não afeta a competitividade do Brasil uma vez que seria imposta a todos os países que exportam para os EUA.
De acordo com o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, há um efeito positivo generalizado na B3 em razão da decisão envolvendo as tarifas, que é potencializado por zeragem de posições vendidas com o rali recente.
Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,69%, com o dia mostrando ainda que o PIB dos EUA cresceu 1,4% no quarto trimestre, abaixo do esperado, enquanto um medida de inflação observada pelo Federal Reserve ficou acima das expectativas.
DESTAQUES
- VALE ON subiu 3,23%, abandonando a fraqueza da abertura, em mais um pregão sem o referencial dos preços futuros do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.
- ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,4%, com melhora do setor durante o dia. BRADESCO PN subiu 2,02%, BANCO DO BRASIL ON avançou 2% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou em alta de 3,12%.
- PETROBRAS PN encerrou com variação positiva de 0,42%, em dia de oscilação modesta do petróleo no exterior, com PETROBRAS ON caindo 0,61%. O barril sob o contrato Brent fechou com acréscimo de 0,14%.
- WEG ON encerrou de alta de 1,21%, com o noticiário sobre as tarifas endossando uma recuperação após três quedas seguidas, período em que a companhia acumulou uma perda de quase 5%.
- PETRORECONCAVO ON subiu 2,81%, após anunciar otimização da diretoria da companhia com a redução de um cargo de diretor estatutário, enquanto aprovou ajustes na sua estrutura e atribuições para fortalecer seu foco estratégico.
- RAÍZEN PN recuou 3,23%, renovando mínimas históricas, com o novo piso intradia em R$0,58, sem novidades envolvendo planos para equacionar o endividamento elevado da produtora de açúcar e etanol.
- HAPVIDA ON caiu 2,69%, retomando o viés negativo após uma trégua na véspera, quando saltou 6,6%.
- AZUL PN disparou 60%, em meio a expectativa envolvendo o plano da companhia de sair do Chapter 11 nos EUA, equivalente ao processo de recuperação judicial no Brasil.
- TAURUS PN, que não faz parte do Ibovespa, subiu 5,17%, embalada pela derrubada das tarifas, dado que os Estados Unidos são o principal mercado da fabricante de armas.
- RANDONCORP PN, que não está no Ibovespa, cedeu 0,46%, após mostrar queda de 7,2% na receita em janeiro. FRASLE MOBILITY ON, que também teve queda no faturamento no primeiro mês do ano, de 17,6%, era negociada em baixa de 2,83%.