Ibovespa avança mais de 1% e dólar cai com cena eleitoral e fluxo externo

9 set 2026 - 05h22
Resumo
O Ibovespa subiu 1,2% com o retorno do capital estrangeiro e o avanço das commodities, enquanto o dólar caiu 0,79% (R$ 5,0892) e os juros futuros recuaram, impulsionados por pesquisas eleitorais favoráveis a Flávio Bolsonaro e pela crise no STF. No exterior, os índices em Nova York caíram devido a receios com o setor de software e inflação, a Europa fechou estável e o petróleo atingiu máxima de seis semanas após ataques houthis a instalações sauditas, elevando a tensão no Oriente Médio.

Veja como fecharam nesta terça-feira os mercados no Brasil, Estados Unidos e ‌Europa, além das movimentações nas cotações de petróleo e commodities agrícolas.

BOVESPA-Índice fecha em alta com estrangeiros e cena eleitoral 

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O Ibovespa fechou em alta, ultrapassando os 189 mil pontos no melhor momento, em movimento embalado pelo retorno de investidores estrangeiros para a bolsa paulista e novas pesquisas reforçando o cenário de disputa equilibrada na eleição presidencial em outubro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,2%, a 187.366,84 pontos, tendo marcado 189.487,70 na ⁠máxima e 185.207,66 na mínima, em dia também apoiado pelo avanço de preços de commodities como o petróleo no ‌exterior. O volume financeiro no pregão somou R$29,76 bilhões.

CÂMBIO-Dólar cai a R$5,0892 com avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais 

O dólar fechou na menor cotação em um mês, após novas pesquisas indicarem ligeiro fortalecimento do senador ‌Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa acirrada com o presidente Luiz Inácio Lula ‌da Silva (PT) pelo Planalto, enquanto a crise envolvendo o STF também seguiu no foco.

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O dólar à ⁠vista encerrou a sessão com baixa de 0,79%, a R$5,0892, menor cotação desde 7 de agosto, quando atingiu R$5,0845. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,28%.

JURO-Taxas dos DIs despencam com fortalecimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais 

As taxas dos DIs caíram pela quinta sessão consecutiva, dando continuidade ao movimento mais recente de eliminação de prêmios na curva em função do fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

A crise do Supremo ‌Tribunal Federal (STF), que teve novo capítulo nesta terça-feira, foi outro fator que contribuiu para a queda dos prêmios.

Veja como ‌estavam as taxas dos principais contratos ⁠de DI no fim da ⁠tarde desta terça-feira:    

Mês Ticker Taxa (% Ajuste Variação

a.a.) anterior (p.p.)

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(% a.a.)

JAN/27 13,57 13,575 -0,005

JAN/28 13,515 13,583 -0,068

JAN/29 13,7 13,855 -0,155

JAN/30 13,84 14,022 -0,182

JAN/31 13,895 14,096 -0,201

JAN/35 14,02 14,232 -0,212

BOLSA EUA-S&P 500 recua com preocupações em torno da IA afetando empresas de software 

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O S&P 500 fechou em ⁠baixa, com a Salesforce e outras empresas de software registrando perdas, ‌enquanto as hostilidades no Oriente Médio ‌impulsionaram os preços do petróleo e os investidores aguardavam dados sobre a inflação que poderiam afetar as chances de um aumento nas taxas de juros.

O Índice Dow Jones Industrial Average caiu 1,18%, para 52.786,07 pontos. O S&P 500 recuou 0,58%, para 7.673,52 pontos. O Nasdaq perdeu 0,32%, para 26.421,41 pontos.

BOLSA EUROPA-Ações ⁠fecham estáveis com cautela por alta do petróleo; Novartis recua 

As ações europeias fecharam praticamente estáveis já que a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo mantiveram os investidores cautelosos, enquanto a Novartis sofreu sua maior queda em um único dia após divulgar um segundo revés em seu pipeline de medicamentos.

O indice pan-europeu STOXX 600 registrou variação negativa de 0,05%, ‌a 649,6. O indice de referência da Suíça .SSMI caiu 1,6%, pressionado pela Novartis NOVN.S, cujas ações despencaram 10,9%.

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PETRÓLEO-Preços atingem nova máxima em 6 semanas depois de houthis atacarem sauditas 

Os preços do petróleo atingiram uma nova ⁠máxima em seis semanas, depois que os houthis, apoiados pelo Irã no lêmen, atacaram instalações energéticas sauditas, incendiando-as e ameaçando uma grande escalada da guerra no Oriente Médio, que já dura seis meses.

Os contratos futuros do Brent subiram 0,92 dólar, ou 0,9%, fechando a US$97,92 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$1,55, ou 1,7%, fechando a US$93,03.

GRÃOS

O contrato de trigo mais negociado na Bolsa de Chicago fechou com alta de 13 centavos, a US$7,47 por bushel. 

O milho da CBOT fechou com queda de 3,25 centavos, a US$5,3350 por bushel, enquanto a soja fechou com alta de 6,50 centavos, a US$13,1625 por bushel.  

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AÇÚCAR

O contrato de açúcar bruto fechou com alta de 0,03 centavo, ou 0,2%, a 18,10 centavos por libra-peso.

O preço do açúcar branco caiu 1,2%, para US$519,80 por tonelada métrica.

CAFÉ 

O café arábica fechou em queda de 4,3 centavos, ou 1,5%, a US$2,913 por libra-peso.

O café robusta subiu 1,6%, para US$3.458 a tonelada. 

(PANORAMA 1, PANORAMA 2 e PANORAMA 3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

((Redação Brasília, +5511 5644 7745))

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