Ibovespa renova máxima com cessar-fogo no Oriente Médio; Petrobras desaba

8 abr 2026 - 10h22
(atualizado às 11h34)

O Ibovespa avançava forte nesta quarta-feira, ‌renovando recorde intradia acima de 193 mil pontos pela primeira vez, após anúncio de cessar-fogo na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em acordo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz. 

Por volta de 11h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,71%, a 191.483,21 pontos. No melhor momento, chegou a 193.759,01 pontos, nova máxima intradia. O volume financeiro ⁠no pregão somava R$14,84 bilhões.

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Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas ‌mediado pelo Paquistão, suspendendo uma guerra de seis semanas que espalhou-se pelo Oriente Médio e causou uma interrupção sem precedentes no fornecimento de energia do mundo.

O acordo foi alcançado após Trump ‌dar um ultimato a Teerã para reabrir o Estreito de ‌Ormuz ou enfrentar ataques devastadores à sua infraestrutura civil.

Uma autoridade iraniana sênior envolvida nas ⁠negociações disse à Reuters nesta quarta-feira que o Irã pode abrir o Estreito de Ormuz de forma limitada e controlada na quinta-feira ou sexta-feira. 

No exterior, o barril do petróleo sobre o contrato Brent desabava 15,57%, a US$92,26, enquanto, em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançava 2,32%. 

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"Os mercados adotam nesta manhã um forte sentimento de 'risk-on', com o acordo ‌de cessar-fogo entre EUA e Irã motivando busca por ativos de risco após semanas de volatilidade intensa", ‌destacou a estrategista-chefe da Nomad, ⁠Paula Zogbi. 

Ela ressaltou, porém, ⁠que o cessar-fogo não necessariamente significa o fim das incertezas, e que o tom dos líderes políticos envolvidos no ⁠conflito continua indicando tensões significativas. 

DESTAQUES

- BTG PACTUAL UNIT ‌disparava 6%, em pregão bastante positivo ‌no setor dada a melhora no apetite a risco global. ITAÚ UNIBANCO PN avançava 3,66%, BRADESCO PN subia 4,79%, BANCO DO BRASIL ON valorizava-se 4,74% e SANTANDER BRASIL UNIT mostrava alta de 4,49%. Investidores também repercutiam ainda notícias da véspera sobre plano em preparação ⁠pelo governo federal com foco na redução do endividamento das famílias que prevê a concessão de garantia da União para renegociação de débitos. 

- PETROBRAS PN desabava 7,38% e PETROBRAS ON caía 8,68%, em meio ao tombo dos preços do petróleo no exterior, que afetava outras petrolíferas na B3. PRIO ON recuava 8,71%, PETRORECONCAVO ON perdia 4,04% ‌e BRAVA ENERGIA ON cedia 4,13%. 

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- VALE ON subia 2,03%, em pregão marcado pela queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de ⁠Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com queda de 1,44%. No setor, CSN ON disparava 6,13%, enquanto GERDAU PN avançava 3,55% e USIMINAS PNA tinha elevação de 1,44%. 

- HAPVIDA ON saltava 13,55%, tendo ainda no radar comunicado da companhia de que seus acionistas controladores aumentaram a participação na empresa, assim como o BTG Pactual. Apesar do desempenho robusto, os papéis ainda acumulam uma queda de mais de 20% no ano. 

- VITRU ON, que não faz parte do Ibovespa, avançava 3,72%, após divulgar que protocolou pedido para uma oferta de ações com precificação prevista para 15 de abril. O follow-on prevê uma oferta base de 13.614.704 ações, além de um lote suplementar de 2.042.205 papéis e um lote adicional de 4.765.146 ações, de acordo com a lâmina da oferta.

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