Ibovespa avança impulsionado por Petrobras, com eleições no radar

8 out 2026 - 10h26
(atualizado às 12h08)
Resumo
O Ibovespa opera em alta impulsionado pela disparada do petróleo no exterior, que valoriza as ações da Petrobras e do setor, apesar da queda das bolsas em Nova York. O mercado doméstico também é guiado pelo otimismo eleitoral antes da divulgação da pesquisa Datafolha sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. Investidores mantêm o fluxo de compras esperando maior rigor fiscal, favorecendo ainda setores como o varejo, beneficiado pelo recuo das taxas de juros futuros.

O Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira, ‌impulsionado pelos ganhos nas ações da Petrobras, que se beneficiam com o avanço do petróleo no exterior, ao mesmo tempo em que os agentes locais aguardam a publicação da primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição.

Às 11h53, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subia 1,42%, a 207.210,26 pontos.

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Na mínima, o Ibovespa atingiu ⁠203.984,57 pontos, enquanto, na máxima, chegou a 207.720,34 pontos.

A bolsa brasileira pega carona na ‌disparada dos preços do petróleo no exterior, que se dá por conta das preocupações persistentes com o abastecimento proveniente do Oriente Médio, em meio a um aumento ‌nos ataques à navegação no Golfo Pérsico e ‌no Estreito de Ormuz.

Nesse contexto, no horário mencionado acima, os futuros do petróleo ⁠Brent subiam 4,91%, oscilando perto do maior nível em mais de uma semana.

Esse avanço impulsionou os papéis da Petrobras e demais petrolíferas, dando suporte ao Ibovespa.

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Enquanto isso, em Nova York, as bolsas abriram em queda, impactadas pelo avanço dos rendimentos dos títulos dos Treasuries, que estão oscilando próximos a níveis recordes. O S&P 500 caía 0,23%.

No ‌campo doméstico, os investidores continuam acompanhando o noticiário eleitoral.

No início da noite desta quinta-feira, ‌o Datafolha divulga sua primeira ⁠pesquisa sobre o segundo ⁠turno da eleição após o primeiro turno do pleito no último domingo, no qual Flávio Bolsonaro (PL) ⁠terminou à frente do presidente Luiz Inácio ‌Lula da Silva (PT).

O resultado levou ‌a um rali nas ações brasileiras e a uma queda do dólar no início da semana já que, na avaliação dos agentes do mercado, a eleição de Flávio representaria maiores chances de controle das contas públicas.

"A bolsa retoma a ⁠alta porque o 'trade eleitoral' segue vivo: o investidor estrangeiro, que colocou um volume recorde de recursos no Brasil depois do primeiro turno, está usando qualquer correção para voltar a comprar", disse o sócio e estrategista da Zermatt Partners, Enrico Cozzolino.

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"A alta tem uma ajuda clara do petróleo acima ‌de US$104, que puxa Petrobras e as petroleiras, enquanto o exterior não ajuda", acrescentou o profissional.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançava 1,8% e PETROBRAS ON subia 2,41%, em linha ⁠com o avanço do petróleo no exterior, com o Brent registrando alta de mais de 4%.

• PRIO ON e PETRORECONCAVO ON subiam 2,42% e 4,1%, respectivamente, na esteira dos ganhos do petróleo.

• ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,14%, BRADESCO PN avançava 0,14% e BTG PACTUAL tinha alta de 2,09%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,31%. BANCO DO BRASIL ON ganhava 0,41%.

• VALE ON subia 0,79%, na contramão do desempenho do minério de ferro na China na volta do feriado. O contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de Commodities de Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno com queda de 3,12%, a US$101,84 por tonelada métrica.

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• ASSAÍ ON disparava 6,21%, sendo uma das maiores altas do Ibovespa, refletindo o recuo nas taxas dos juros futuros. MAGAZINE LUIZA ON avançava 4,84%.

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