Flávio promete reajustar aposentadoria acima da inflação

8 out 2026 - 12h46
Resumo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro prometeu reajustar aposentadorias acima da inflação e negou mudanças no BPC e na Previdência, rebatendo reportagem sobre cortes sociais. Sua equipe econômica reforçou que o foco será reduzir impostos e fortalecer benefícios, descartando privatizações de grandes estatais. Paralelamente, o mercado financeiro reagiu com otimismo à sua liderança no primeiro turno, apostando em um maior controle das contas públicas em um eventual governo.

O senador e candidato à Presidência, Flávio ‌Bolsonaro (PL), prometeu nesta quinta-feira que, se eleito, reajustará os valores da aposentadoria acima da inflação e negou planos para mudar a forma atual de correção dos benefícios da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), após o jornal Folha de S. Paulo publicar mais cedo que ⁠sua equipe estuda alterar esses reajustes, assim como a correção dos ‌gastos obrigatórios com saúde e educação.

Perguntado por jornalistas se reajustaria a aposentadoria acima da inflação, ele respondeu "sim", ao término de uma entrevista ‌coletiva em Brasília para anunciar o apoio ‌do Podemos à sua candidatura no segundo turno da eleição ⁠presidencial, onde enfrentará no dia 25 de outubro o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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"Não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com o reajuste à aposentadoria. Pelo contrário, minha avó é professora aposentada do Estado. Eu ‌sei da dificuldade que ela tem de fazer compra no final do ‌mês, tenho que ajudar ⁠ela de vez ⁠em quando, meus irmãos têm que ajudar a minha avó e meu avô ⁠de vez em quando, porque ‌os dois são aposentados", disse ‌Flávio.

O senador afirmou que o ajuste fiscal que seu eventual governo fará se concentrará em outras despesas que não os benefícios sociais.

Mais cedo, após a publicação da reportagem da Folha de ⁠S. Paulo, o economista Adolfo Sachsida, um dos coordenadores da área econômica da campanha de Flávio, afirmou que, se o senador for eleito presidente, o próximo governo irá fortalecer programas sociais e reduzir impostos. Sachsida negou que o candidato planeje ‌privatizar estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Após Flávio terminar o primeiro turno da eleição, disputado no último domingo, ⁠cerca de 2,2 milhões de votos à frente de Lula, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, teve um forte rali, ficando acima dos 200 mil pontos, e o dólar teve forte queda, chegando a operar abaixo de R$5. Boa parte dos agentes do mercado considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste - o que abriria espaço para juros mais baixos e uma redução na trajetória de crescimento da dívida pública.

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