Governo autoriza Eletrobras a importar energia do Paraguai para contratação no mercado livre

A ideia é que empresas brasileiras possam importar energia paraguaia gerada por outras usinas que não sejam Itaipu

11 jul 2025 - 07h57
(atualizado às 08h14)
Resumo
Governo autoriza a Eletrobras a importar energia paraguaia para o mercado livre brasileiro, buscando integrar a relação energética regional e complementar a oferta de energia fora do acordo com Itaipu.
FILE PHOTO: The logo for Eletrobras, a Brazilian electric utilities company, is displayed on a screen on the floor at the New York Stock Exchange (NYSE) in New York, U.S., April 9, 2019. REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
FILE PHOTO: The logo for Eletrobras, a Brazilian electric utilities company, is displayed on a screen on the floor at the New York Stock Exchange (NYSE) in New York, U.S., April 9, 2019. REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
Foto: Reuters

O Ministério de Minas e Energia autorizou a Eletrobras a importar energia elétrica do Paraguai para contratação no mercado livre de energia brasileiro, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira.

A Eletrobras se junta a outras empresas do setor elétrico já habilitadas a receber energia do Paraguai sob nova modalidade, criada pelo governo no ano passado, como parte dos planos do Brasil de estreitar laços com o país vizinho e promover maior integração energética regional.

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A proposta de importação de energia do Paraguai para o mercado livre brasileiro também surgiu no bojo das negociações para uma revisão do "Anexo C", termo do acordo entre os países que envolve as bases financeiras de comercialização da energia gerada pela usina binacional de Itaipu.

A ideia é que empresas brasileiras possam importar energia paraguaia gerada por outras usinas que não sejam Itaipu, já que a produção da hidrelétrica binacional está vinculada, até 2027, exclusivamente a contratos no mercado cativo, atendido pelas distribuidoras.

A energia importada deverá ser fornecida de forma contínua e ininterrupta a partir de uma das subestações de Itaipu e constituirá lastro para o sistema brasileiro, isto é, deverá ser considerada para fins de planejamento e programação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O limite para as importações, segundo definido pelo governo, é de 120 megawatts (MW) médios em base mensal.

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