Governo amplia previsão de déficit de estatais em 2026 para R$ 1,5 bi

Entre as 21 empresas consideradas na meta fiscal, o maior déficit esperado é dos Correios

25 mar 2026 - 13h31

BRASÍLIA - O governo federal aumentou a sua estimativa de déficit primário das empresas estatais este ano, de R$ 1,074 bilhão para R$ 1,520 bilhão. A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do primeiro bimestre, divulgado na íntegra apenas nesta quarta-feira, 25.

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A projeção para o ano já exclui do cálculo gastos de R$ 10 bilhões com o plano de reestruturação dos Correios, além de cerca de R$ 4 bilhões em outras despesas que não são computadas para fins de cumprimento da meta das estatais. Incluindo esses dispêndios, o "déficit de facto" esperado é de R$ 15,458 bilhões.

Correios devem chegar ao fim de 2026 com um resultado negativo acumulado de R$ 9,7 bilhões
Correios devem chegar ao fim de 2026 com um resultado negativo acumulado de R$ 9,7 bilhões
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A meta das empresas estatais este ano é de um déficit primário de até R$ 6,752 bilhões. Assim, considerando as exceções, o governo espera cumprir com folga o alvo.

Entre as 21 empresas consideradas na meta fiscal, o maior déficit esperado é dos Correios. A empresa encerrou janeiro com um rombo de R$ 1,237 bilhão nas contas e deve chegar ao fim de 2026 com um resultado negativo acumulado de R$ 9,688 bilhões, segundo a projeção do relatório.

Em seguida, na lista de maiores déficits primários esperados para 2026, aparecem a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), com R$ 2,923 bilhões; a Hemobras, com R$ 827,230 milhões; a Infraero, com R$ 634,257 milhões; e a Emgea, com R$ 632,570 milhões.

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O maior superávit primário previsto, entre as 21 empresas consideradas para fins da meta fiscal, é do Serpro, com R$ 332,509 milhões.

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